Com queda de 67%, Ceará tem média de 588 casos diários de Covid-19 em julho

Especialista destaca que é preciso investir ainda mais no processo de imunização para garantir segurança a longo prazo no Estado

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Legenda: Nesta semana, 493.750 doses de vacinas contra a Sars-Cov-2 devem chegar ao Ceará.
Foto: Helene Santos

Com a atenuação da segunda onda pandêmica no Estado, o Ceará conta com queda de 67,78% na média diária de infecções confirmadas pela covid-19 em julho - até o dia 27 - em relação ao mês anterior. Atualmente, a região dispõe de uma média de 588 novos casos por dia. Em junho, este número era de 1.825.

Ainda de acordo com as informações do IntegraSUS, portal de transparência da Secretaria da Saúde (Sesa), estes índices vêm baixando gradativamente desde abril, onde houve pico na média de infecções diárias, com 4.455 casos. Já maio teve média de 3.977; março de 4.032; fevereiro de 2.419 e janeiro de 1.360.

Segundo a epidemiologista, pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Thereza Magalhães, está havendo uma diminuição nas taxas de transmissibilidade da doença, no Ceará, devido à descida da segunda onda. No entanto, “a maior circulação e aglomeração de pessoas faz com que a circulação viral ainda seja maior que a esperada para o momento”.

Neste cenário, a especialista destaca que é de extrema importância investir ainda mais no processo de imunização, visto que a conjuntura tem sido boa, “mas ainda não é suficiente para afastar completamente a covid-19 de nós, principalmente quando a variante Delta tiver casos notificados aqui”.

Precisamos de 85% a 90% de todas as pessoas, a partir de 12 anos, vacinadas para dizer que temos segurança real e contínua. É verdadeiramente uma corrida contra o tempo, mas estamos no caminho certo. E esta semana chegou mais vacina, então é seguir”
Thereza Magalhães
Epidemiologista e professora da Uece

“Os cearenses têm trabalhado juntos [contra a pandemia], e àqueles que ainda insistem em não se vacinar, eu recomendo que esqueçam essa ideia boba e se vacinem o quanto antes para a sua proteção e a de todos”, continua a docente.

Além disso, Magalhães relata que algumas pessoas resolveram assumir que a pandemia acabou, “mas esqueceram de informar isso ao vírus”.

Assim, a pesquisadora comenta que há riscos de acontecer uma terceira onda na região. “Há lugares da Europa vivendo sua quarta onda, então por que seríamos diferentes? Já fomos, de certo modo, beneficiados em pegar a [segunda] onda depois dos outros, porque pudemos aprender com as lições deles”, expõe.

“Então não dá para circular desnecessariamente pelas ruas ou se manter muito próximo de outras pessoas ou mesmo esquecer de usar máscara, isso atrapalha todos os avanços conquistados até aqui”, recomenda Thereza.

[A população deve] ser menos egoísta e tomar medidas que protejam o coletivo... talvez seja a maior realização. Não é hora de dividir forças nem de procurar culpados. É hora de somar forças em busca das ações que podem beneficiar a todos. A vigilância é contínua e a vacinação deve ser buscada a todo custo”
Thereza Magalhães
Epidemiologista e professora da Uece

Covid-19 no Ceará

Até esta terça-feira (27), o Ceará possui 916.008 casos confirmados e 23.402 óbitos pelo coronavírus. Os municípios com maiores incidências por 100 mil habitantes são Moraújo (22.054); Frecheirinha (21.212); Itaicaba (19.177); Acarape (18.668) e Eusébio (18.005). Os dados são do IntegraSUS.

Campanha de Vacinação

Até última atualização da Secretaria da Saúde, no dia 25, o Estado vacinou 3.763.158 pessoas com a primeira dose dos imunizantes contra a covid-19, 1.377.026 com a segunda dose e 147.593 com a dose única.

Nesta semana, 493.750 doses de vacinas devem chegar ao Ceará, segundo anúncio do governador Camilo Santana (PT) em suas redes sociais neste domingo (25). Do montante, 236.950 doses são da AstraZeneca, 93.600 da Pfizer e 163.200 da CoronaVac.

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