Com lotação das UTIs no Ceará, Senai decide reabrir central que repara ventiladores respiratórios

A Central de Ventiladores Mecânicos e Equipamentos Respiratórios utiliza técnicas de Engenharia Reversa para produção de peças que faltam nos equipamentos e evita a demora nos consertos

Escrito por Redação,

Metro
Ventilador pulmonar
Legenda: Os respiradores mecânicos são equipamentos essenciais no tratamento de pacientes que apresentam sintomas graves da Covid-19
Foto: Shutterstock

Motivada pelo agravamento da crise causada pela pandemia da Covid-19 e a lotação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Ceará, a Central de Ventiladores Mecânicos e Equipamentos Respiratórios será reaberta, nesta sexta-feira (19), na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) localizada no bairro Jacarecanga, em Fortaleza.  

A Central desempenha função no ganho de velocidade e dinamismo em consertos de equipamentos de ventilação, utilizando técnicas de Engenharia Reversa para produção de peças que faltam, entre outros métodos, evitando a demora da importação desses itens. 

A estrutura foi inicialmente instada em 2020, mas com a diminuição dos casos e de internações o funcionamento havia sido suspenso. 

Profissionais do SENAI foram mobilizados para retornar ao trabalho desde o dia 13. A Central será mantida em operação enquanto perdurar a crise causada pela segunda onda da pandemia no Estado, segundo orientações do presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante.  

Os respiradores mecânicos são equipamentos essenciais no tratamento de pacientes que apresentam sintomas graves da Covid-19, pois a Síndrome Respiratória Aguda Grave é um dos efeitos mais sérios da doença. Nacionalmente, os aparelhos estavam sem uso e foram restaurados graças à união de 28 instituições e empresas. A maioria dos equipamentos restaurados precisava de novas peças para voltar a operar.  

Ocupação de leitos de UTI no Ceará

Conforme o IntegraSUS, divulgados até as 11h04 desta quinta-feira (18), a rede hospitalar do Ceará, entre unidades públicas e privadas, está com 92,58% dos leitos de UTI ocupados. Nas alas reservadas para adultos, a taxa chega a 95,51%, seguido por 58,46% (infantil) e 56,41% (neonatal).    

Em relação às enfermarias, 89,19% estão com pacientes internados. As acomodações para adultos novamente aparecem com a maior porcentagem (81,41%). Na sequência, estão: enfermaria infantil (65,45%); neonatal (33,33%) e gestante (48,96%).