Ceará chega a 5.995 mortes pela Covid-19, com mais de 107,5 mil casos

Estado se aproxima da marca de 6 mil mortes; na Capital, em meio à fase 2 do Plano de Retomada da Economia, 350 estabelecimentos foram fechados por descumprimento às normas do decreto do Governo Estadual

Legenda: Enquanto o Estado se aproxima de 6 mil mortes, outros 82.456 pacientes se recuperaram da Covid-19
Foto: Helene Santos

Passados mais de três meses desde o início da epidemia do coronavírus no Ceará, o Estado se aproxima da marca de 6 mil mortes causadas pela Covid-19. Até as 18h07 de ontem (28), foram confirmados 5.995 óbitos pela infecção, de acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).

A letalidade da doença, até então, era de 5,6%. Os dados foram confirmados através da plataforma IntegraSUS, que também registrou 107.593 diagnósticos positivos da doença. Outros 62.080 casos suspeitos estão sendo investigados, e já foram aplicados 263.845 testes para identificar ou descartar a Covid-19.

A taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é de 69,95%, enquanto 44,22% das enfermarias encontram-se ocupadas. A Secretaria da Saúde do Estado também informou que 82.456 pacientes conseguiram se recuperar da infecção até o fim da tarde do último domingo (28).

Fortaleza se mantém como o município com a maior circulação do coronavírus, e soma 35.012 casos e 3.245 óbitos. Sobral e Maracanaú vêm em seguida, com 6.382 e 3.570 casos, respectivamente; Caucaia também mantém um registro elevado de 3.551 diagnósticos positivos.

Descumprimento

Na Capital, onde é conduzida a Fase 2 do plano de retomada da economia do Governo do Estado, a realização de atividades que descumpram as normas do decreto em prol do enfrentamento ao coronavírus vem sendo coibida pela Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis). Entre os dias 1º e 26 de junho, 350 estabelecimentos foram fechados e 25 feiras foram encerradas.

Nesse período, foram feitas 1.024 ações de monitoramento, dispersões de aglomerações, abordagens a estabelecimentos e ordenamento de filas. Somente em shoppings, aconteceram 19 ações.

O órgão continuou o monitoramento ontem (28), percorrendo o Centro, a Avenida Beira Mar e pontos tradicionais de feiras, realizando abordagens em situações de flagrantes de aglomeração.

Somente na última sexta-feira (26), 16 estabelecimentos foram fechados por descumprimento das medidas do decreto; oito ambulantes foram orientados a sair de praças e calçadas, no Centro; duas apreensões de paredões de som; e ações de dispersão, na Avenida Beira-Mar, e de conscientização, no Cocó.

As equipes também realizaram o ordenamento de filas de lojas, cartórios e agências bancárias - com a orientação sobre o distanciamento social, distribuição de panfletos e máscaras de tecido - e a higienização de mãos, com álcool em gel 70%.

Entre 20 de maio e 26 de junho, 114 supermercados foram vistoriados, levando em conta critérios como marcações no piso para distanciamento mínimo, termômetro digital, entrada de apenas uma pessoa por família no local, entre outros. A maioria estava cumprindo as regras estabelecidas pelos decretos municipais, exceto um, que funcionava em desacordo.

Já no caso das feiras livres, conforme as diretrizes do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais, estas só poderão ser realizadas na última etapa, a Fase 4, em que também constam serviços de educação, esporte, cultura e lazer, por exemplo.

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