Atendimentos odontológicos reduzem 57,1% nos CEOs estaduais por causa da pandemia da Covid-19

Apenas urgência e emergência continuaram nos meses de maior propagação da doença, mas agendamentos são retomados desde junho

O receio de sair de casa durante a propagação do novo coronavírus a mudança no protocolo do serviço de saúde bucal causaram a queda de 57,1% dos atendimentos odontológicos nos Centros Especializados de Odontologia (CEO) do Estado. O dado mostra os registros de janeiro e agosto deste ano, com 65.535 consultas, e o igual período do ano passado quando foram 153.023, de acordo com a plataforma IntegraSUS da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).

Tal redução desperta atenção porque somente 41,9% da população do Estado buscaram dentistas, entre 2019 e 2018, como estima a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada na sexta-feira (4). Conforme o levantamento, 3,8 milhões dos 9 milhões de cearenses tiveram consulta com dentista até 12 meses antes da pesquisa.

Com a chegada do coronavírus, apenas serviços de urgência e emergência continuaram disponíveis no Ceará para evitar a propagação do novo coronavírus. “Em função disso várias estratégias e normas técnicas foram feitas e realizadas para garantir o retorno dos eletivos de outra forma. A odontologia, então, teve que se reinventar para retornar com segurança durante a pandemia”, explica Paola Calvasina, orientadora da Célula de Atenção à Saúde Bucal da Sesa.

Desde junho, os atendimentos agendados são retomados gradualmente com as novas normas de segurança para os procedimentos eletivos. Antes da pandemia, esse tipo de serviço tinha como principais demandas procedimentos relacionados às cáries e doenças da gengiva. “O paciente não vem só com um problema, quando procuram o serviço odontológico, e nós orientamos os dentistas da saúde primária que os pacientes entrem na primeira consulta e vá reagendando até finalizar o tratamento”

“Não é uma consulta que a pessoa vai, a gente prescreve (os cuidados), e ela vai embora. Se estende. A gente coloca como uma referência de atendimento, antes da pandemia, cerca de 10 pacientes, considerando urgências, por turno de quatro horas”

Na Capital, como detalha a estimativa com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 49,9% dos entrevistados receberam atendimento de saúde bucal. De acordo com a PNS 2019, os homens (546 mil) foram menos aos consultórios em comparação com as mulheres (782 mil).

Em nota, a Secretaria de Saúde de Fortaleza (SMS) informou foram realizadas no último ano “mais 480 mil atendimentos odontológicos nos postos de saúde e 298 mil nos CEOs (municipais), entre consultas e procedimentos”. Os números de 2020 não foram informados. Os 115 postos de saúde de Fortaleza, conforme a SMS, oferecem atendimento odontológico gratuito para a população além dos três Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) do Município para urgências.

Serviço

CEOs Municipais

Centro de Especialidade Odontológica - Floresta
Rua. Tenente José Barreira, 251 - Alvaro Weyne

Centro de Especialidade Odontológica - Nascente
Rua. Betel, 1895 - Itaperi

Centro de Especialidade Odontológica - Messejana
Rua. Cel Guilherme Alencar, 0, - Messejana

CEOs Estaduais

Centro de Especialidade Odontológica - Centro
Av. Tristão Gonçalves, 233, Centro

Centro de Especialidade Odontológica - Joaquim Távora
Rua Monsenhor Bruno, 2570, Joaquim Távora

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Redação 25 de Outubro de 2020