Após 9 dias internado com coronavírus e pneumonia, cearense recebe alta hospitalar 

Raymundo Rebouças continua em isolamento domiciliar até sexta-feira (3) com a esposa, que também testou positivo para a Covid-19 

Foto: Foto: Reprodução

O isolamento domiciliar veio como um alívio para o cearense Raymundo Rebouças, 44, no último domingo (29). Ele recebeu alta do hospital particular onde esteve internado por 9 dias após testar positivo para Covid-19 e começar o tratamento. O Ceará já contabilizou 7 mortes da doença e 401 casos confirmados. 

Mesmo em casa, ele continuará em observação até sexta-feira (3), prazo estipulado para o fim do protocolo de medicamentos ao qual foi submetido. Até lá, pode continuar com alguns sintomas, como tosse, mas depois não terá risco de transmitir a doença para outras pessoas. Agora, a expectativa é poder estar junto dos filhos.

“Quero poder conviver socialmente com eles dentro de casa, abraçar e assistir televisão juntos”, afirma.  

“Eu ‘tô’ em um quarto isolado. Tudo meu é separado: copo, talher... Prefiro até usar coisas descartáveis. Quando é pra jogar fora, coloco em um saco de lixo separado, também”, diz. Ele segue à risca as recomendações e não deixa o quarto em nenhum momento. “Aqui tem banheiro. Eu só abro a janela pra pegar ar puro, depois fecho, ligo o ar-condicionado, faço o alongamento que aprendi no hospital. É todo um trabalho de ocupação da mente”. 

A esposa de Raymundo também testou positivo para o coronavírus e permanece isolada em outro cômodo da casa, sem contato com o marido ou os filhos de 11 e 17 anos. Ela apresentou sintomas mais leves e não chegou a desenvolver pneumonia.  

“Ela teve pouca falta de ar, febre, dor no corpo, e passou por tudo isso em casa, sem passar pelo protocolo. Tomou só três comprimidos indicados pelo médico e xarope pra tosse”, detalha. O teste foi feito após começarem os sintomas, e o resultado saiu dias depois. O médico orientou que ela continuasse isolada da família até sexta-feira (3), recebendo alto junto a Raymundo. 

Expectativa 

No caso dele, a febre desapareceu há dias, e a dificuldade para respirar se fez notar pela última vez na segunda-feira (30). Atualmente, ele só faz uso de xarope para a tosse e suplementos de vitaminas C e D. O tratamento para a pneumonia que desenvolveu paralelamente à Covid-19 também foi concluído.  

“Depois de tudo que eu passei, hoje estou no céu”, relata. “Quando eu saí pra ir me internar, eu tive medo de não voltar. Foi uma sensação inexplicável, só quem passa sabe”. Ao voltar para casa, com a máscara hospitalar, Raymundo surpreendeu a própria filha, de 11 anos. “Eu disse a ela que não podia abraçar nem beijar e que ia ficar isolado. Ia demorar um pouquinho, mas logo ia passar”, lembra.  

 


 


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