A difícil arte de andar pela Beni de Carvalho
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Fortaleza convive diariamente com obras em suas ruas e avenidas. Os engarrafamentos são inevitáveis
O direito de ir e vir do cidadão cearense está cada vez mais difícil em Fortaleza. A prova disso são os constantes engarrafamentos que sufocam o trânsito já caótico da Capital.
Não há como evitar os transtornos diários vividos nas principais vias da malha viária de Fortaleza. Ontem, às 15h30, no cruzamento das ruas Beni Carvalho e Coronel Jucá, na Aldeota, começava o que iria se tornar um verdadeiro ´nó´ no trânsito. A fila indiana que se formou desde o início da Rua Beni Carvalho seguindo em direção leste-oeste, passando pelas ruas Monsenhor Catão, Oswaldo Cruz, Avenida Desembargador Moreira e Barbosa de Freitas dava a primeira impressão do que viria a ser o anoitecer em Fortaleza.
Não deu outra: o engarrafamento era causa direta das obras realizadas pela Prefeitura de Fortaleza, que resolveu entregar a Rua Beni de Carvalho (onde recentemente houve intervenção para obras do Transfor) ainda sem acabamento.
Quem não teve opção foi obrigado a enfrentar um trânsito lento, buzinadas constantes e ânimos acirrados. O congestionamento foi causado pelo que a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) chama de intervenção positiva. No caso, a obra em questão deveria ter sido entregue completa em abril.
Mas o que se vê são trabalhadores dando os últimos retoques em toda a Rua Beni de Carvalho, no que diz respeito à abertura de sarjetas para escoamento de água, padronização de calçadas e realinhamento do meio fio. Placas tomam conta de parte da rua - que já é por construção estreita - além dos homens encarregados do trabalho. Segundo um dos empregados da reabertura das sarjetas, que preferiu ficar anônimo, o tráfego é intenso na via e esse tipo de obra deveria ser feita somente à noite. Muitos motoristas também concordam.
Transfor
O Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) resolveu liberar o tráfego na Rua Beni de Carvalho ainda incompleta. Os trechos que contemplam as ruas Monsenhor Catão e Oswaldo Cruz, Barbosa de Freitas e Desembargador Moreira, Monsenhor Catão e Barbosa de Freitas e entre a Avenida Desembargador Moreira e Rua Oswaldo Cruz ainda recebem obras e complicam o andamento do fluxo de veículos.
A obra de restauração ainda observa "pequenos ajustes", como informa a AMC. Foram realizados serviços de drenagem, pavimentação e sinalização no local. A partir do término dos serviços, a AMC optou por liberar de imediato o trânsito da Rua Beni de Carvalho.
A Rua General Tertuliano Potiguara, entre as vias Monsenhor Catão e Oswaldo Cruz, que assumiu o fluxo de veículos da Rua Beni de Carvalho durante a realização das obras do Transfor, voltou a ser a melhor opção na tarde de ontem.
Vários motoristas decidiram evitar o engarrafamento da Rua Beni de Carvalho, causando ainda mais transtornos ao trânsito da capital. Isso sem falar naqueles que enfrentavam, no mesmo momento, outros engarrafamentos em Fortaleza. Até mesmo na Via Expressa, onde existem quatro semáforos e deveria ser uma via de fluxo intenso, os motoristas tiveram pela frente trânsito lento e, às vezes, completamente parado.
Através de sua assessoria de comunicação, o Transfor explica que os transtornos são breves e que os benefícios vêm para ficar. A torcida dos motoristas cearenses acredita que sim.
ENQUETE
População reclama dos transtornos enquete
"Isso aqui tá horrível. É essa a realidade em Fortaleza. Seria bom se tivéssemos transporte público de qualidade." Kerson Pires Barbosa, 50 ANOS, Administrador
"A tendência agora é piorar cada vez mais. Esse engarrafamento é terrível. Estamos ficando sem opção." Osélia Pereira da Silva, 40 ANOS, Secretária
ELIELDO TRIGUEIRO
ESPECIAL PARA CIDADE
OBRAS
Rotina modificada em abril deste ano
Desde janeiro, a Rua Beni de Carvalho teve seu dia a dia mudado. O trânsito parou e o barulho das máquinas do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) tomou conta do lugar. As obras deveriam ter sido concluídas em abril, mas prosseguem em pleno mês de junho. A intervenção tira a paciência de motoristas e até dos pedestres.
Segundo a assessoria de comunicação do Transfor, 72 pontos de alagamentos foram resolvidos em Fortaleza com a realização das obras.
Uma nova pavimentação e a sinalização horizontal foram colocadas na Rua Beni de Carvalho. O transtorno teve início na sexta-feira, 26 de janeiro, com obras na Rua Coronel Jucá, entre a Rua Beni de Carvalho e a Avenida Antônio Sales. A intervenção na via foi para a implantação de drenagem, para ampliar o sistema atual da cidade e promover o correto escoamento das águas de chuva.
Em seguida, uma nova pavimentação e sinalização de trânsito foram implantadas. O trecho interditado tinha previsão para conclusão de 45 dias.
Com a interdição da Rua Coronel Jucá, a opção de acesso à Antônio Sales passou a ser a Rua Professor Dias da Rocha, com sentido único de circulação (norte/sul) durante o período de execução da obra. Já a opção de acesso à Rua Beni de Carvalho passou a ser a Rua Monsenhor Catão.
À época, o gerente do Transfor, Daniel Lustosa, ressaltou que os benefícios viriam em breve: "Contamos sempre com a compreensão e a colaboração da população, pois não há como evitar os transtornos na realização de uma obra na cidade. O tráfego é intenso nessa região, mas são necessárias", completou, no fim de janeiro.
O direito de ir e vir do cidadão cearense está cada vez mais difícil em Fortaleza. A prova disso são os constantes engarrafamentos que sufocam o trânsito já caótico da Capital.
Não há como evitar os transtornos diários vividos nas principais vias da malha viária de Fortaleza. Ontem, às 15h30, no cruzamento das ruas Beni Carvalho e Coronel Jucá, na Aldeota, começava o que iria se tornar um verdadeiro ´nó´ no trânsito. A fila indiana que se formou desde o início da Rua Beni Carvalho seguindo em direção leste-oeste, passando pelas ruas Monsenhor Catão, Oswaldo Cruz, Avenida Desembargador Moreira e Barbosa de Freitas dava a primeira impressão do que viria a ser o anoitecer em Fortaleza.
Não deu outra: o engarrafamento era causa direta das obras realizadas pela Prefeitura de Fortaleza, que resolveu entregar a Rua Beni de Carvalho (onde recentemente houve intervenção para obras do Transfor) ainda sem acabamento.
Quem não teve opção foi obrigado a enfrentar um trânsito lento, buzinadas constantes e ânimos acirrados. O congestionamento foi causado pelo que a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) chama de intervenção positiva. No caso, a obra em questão deveria ter sido entregue completa em abril.
Mas o que se vê são trabalhadores dando os últimos retoques em toda a Rua Beni de Carvalho, no que diz respeito à abertura de sarjetas para escoamento de água, padronização de calçadas e realinhamento do meio fio. Placas tomam conta de parte da rua - que já é por construção estreita - além dos homens encarregados do trabalho. Segundo um dos empregados da reabertura das sarjetas, que preferiu ficar anônimo, o tráfego é intenso na via e esse tipo de obra deveria ser feita somente à noite. Muitos motoristas também concordam.
Transfor
O Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) resolveu liberar o tráfego na Rua Beni de Carvalho ainda incompleta. Os trechos que contemplam as ruas Monsenhor Catão e Oswaldo Cruz, Barbosa de Freitas e Desembargador Moreira, Monsenhor Catão e Barbosa de Freitas e entre a Avenida Desembargador Moreira e Rua Oswaldo Cruz ainda recebem obras e complicam o andamento do fluxo de veículos.
A obra de restauração ainda observa "pequenos ajustes", como informa a AMC. Foram realizados serviços de drenagem, pavimentação e sinalização no local. A partir do término dos serviços, a AMC optou por liberar de imediato o trânsito da Rua Beni de Carvalho.
A Rua General Tertuliano Potiguara, entre as vias Monsenhor Catão e Oswaldo Cruz, que assumiu o fluxo de veículos da Rua Beni de Carvalho durante a realização das obras do Transfor, voltou a ser a melhor opção na tarde de ontem.
Vários motoristas decidiram evitar o engarrafamento da Rua Beni de Carvalho, causando ainda mais transtornos ao trânsito da capital. Isso sem falar naqueles que enfrentavam, no mesmo momento, outros engarrafamentos em Fortaleza. Até mesmo na Via Expressa, onde existem quatro semáforos e deveria ser uma via de fluxo intenso, os motoristas tiveram pela frente trânsito lento e, às vezes, completamente parado.
Através de sua assessoria de comunicação, o Transfor explica que os transtornos são breves e que os benefícios vêm para ficar. A torcida dos motoristas cearenses acredita que sim.
ENQUETE
População reclama dos transtornos enquete
"Isso aqui tá horrível. É essa a realidade em Fortaleza. Seria bom se tivéssemos transporte público de qualidade." Kerson Pires Barbosa, 50 ANOS, Administrador
"A tendência agora é piorar cada vez mais. Esse engarrafamento é terrível. Estamos ficando sem opção." Osélia Pereira da Silva, 40 ANOS, Secretária
ELIELDO TRIGUEIRO
ESPECIAL PARA CIDADE
OBRAS
Rotina modificada em abril deste ano
Desde janeiro, a Rua Beni de Carvalho teve seu dia a dia mudado. O trânsito parou e o barulho das máquinas do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) tomou conta do lugar. As obras deveriam ter sido concluídas em abril, mas prosseguem em pleno mês de junho. A intervenção tira a paciência de motoristas e até dos pedestres.
Segundo a assessoria de comunicação do Transfor, 72 pontos de alagamentos foram resolvidos em Fortaleza com a realização das obras.
Uma nova pavimentação e a sinalização horizontal foram colocadas na Rua Beni de Carvalho. O transtorno teve início na sexta-feira, 26 de janeiro, com obras na Rua Coronel Jucá, entre a Rua Beni de Carvalho e a Avenida Antônio Sales. A intervenção na via foi para a implantação de drenagem, para ampliar o sistema atual da cidade e promover o correto escoamento das águas de chuva.
Em seguida, uma nova pavimentação e sinalização de trânsito foram implantadas. O trecho interditado tinha previsão para conclusão de 45 dias.
Com a interdição da Rua Coronel Jucá, a opção de acesso à Antônio Sales passou a ser a Rua Professor Dias da Rocha, com sentido único de circulação (norte/sul) durante o período de execução da obra. Já a opção de acesso à Rua Beni de Carvalho passou a ser a Rua Monsenhor Catão.
À época, o gerente do Transfor, Daniel Lustosa, ressaltou que os benefícios viriam em breve: "Contamos sempre com a compreensão e a colaboração da população, pois não há como evitar os transtornos na realização de uma obra na cidade. O tráfego é intenso nessa região, mas são necessárias", completou, no fim de janeiro.