5ª Marcha da Periferia relembra dois anos da Chacina da Grande Messejana

A Beira-Mar recebeu o ato na tarde deste sábado (11)

Escrito por Redação,

Metro

A 5ª Marcha da Periferia, que aconteceu este ano na Beira-Mar de Fortaleza, reuniu cerca de 400 pessoas em caminhada na tarde deste sábado (11). Com início às 16h, um público que reuniu 33 coletivos e instituições de cunho social partiu em caminhada desde a Estátua Iracema Guardiã, no Aterro da Praia de Iracema, até o Anfiteatro da Avenida Beira-Mar, "por memória e justiça" pelos completos dois anos da Chacina da Grande Messejana, que resultou na morte de 11 pessoas, em novembro de 2015. 

A escolha do local para a mnifestação foi feita pela mãe de um dos jovens mortos na chacina, a cuidadora de idosos Edna Carla Sousa. "Meu filho vinha sempre andar de skate, virava a noite aqui. Estamos presentes para causar incômodo, para dar visibilidade à situação de violência vivida pelos jovens na periferia", declara.

A militante compunha organização do ato juntamente à instituição Mães do Socioeducativo. Para Alessandra Félix, integrante da organização, a passeata em memória e justiça das vítimas da chacina é também para clamar atenção à juventude da periferia, rotulada apenas por pertencer à minoria pobre. "Essa memória é importante para mostrar à sociedade a situação que ainda é real no Ceará, afinal os responsáveis ainda estão soltos", diz. 

Com término às 20h, e teve ainda música, declamação de poemas e composições sobre a luta da minoria negra e da periferia. Além da organização Mulheres do Socioeducativo, estavam presentes o Coletivo Nigéria, Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDECA), o Coletivo Vós e Vez e o Movimento Negro Unificado.