Fortaleza e R4 avançam em parceria no futebol feminino e definem questões operacionais

Equipe deve mandar os jogos na Arena Romeirão

Escrito por
Crisneive Silveira crisneive.silveira@svm.com.br
(Atualizado às 21:13)
Legenda: Fortaleza deve confirmar parceria com R4 para manter time feminino.
Foto: João Moura/Fortaleza EC

Fortaleza e R4 estão em conversas finais para fechar parceria no futebol feminino. Depois de anunciar a descontinuidade do time, o Leão do Pici poderá ter atletas do time fundado por Ronaldo Angelim, ex-jogador do clube, e seguir na disputa da Série A1. A informação inicial do acordo foi dada pelo Lance e confirmada pelo Diário do Nordeste.

O ex-camisa 4 do Flamengo e fundador da equipe de Juazeiro do Norte, explicou que diversos pontos ainda precisam ser alinhados, como manutenção da comissão técnica, logística para treinamentos e custos. Isso ocorrerá ainda na noite desta terça-feira (6).

“Procede (a parceria). Mas estou vendo a possibilidade se o R4 vai poder jogar a Terceira Divisão. Se puder, vamos fazer uma parceria com o Fortaleza. Tem que consultar (a CBF). Segundo me falaram, não atrapalha. Que vão usar tudo do Fortaleza, o CNPJ. E do R4 é do R4. Mas preciso dessa certeza”, afirmou Angelim. 

O R4 vai disputar a terceira divisão do Brasileiro feminino em 2026. A equipe nasceu como um passatempo familiar e ganhou dimensões maiores. Em 2010 virou o R4 Esporte Clube e conquistou diversos títulos de torneios amadores. 

Angelim explica como será o processo e que é intuito dos dois lados manter a comissão técnica liderada por Erandir Feitosa. O Tricolor do Pici ainda não se manifestou oficialmente sobre o tema.

“A gente pretende manter a comissão técnica com Erandir. Acertar com as jogadoras do Fortaleza que atuaram, porque algumas já saíram para outros times. Mas, as que estão, vamos renovar e buscar reforços para tentar permanecer”, afirmou o ex-jogador.

“Não adianta entrar só para participar. As atletas são muito jovens (15 a 17 anos). Lógico que vamos agregar algumas (do R4), mas só com aval da comissão técnica, Erandir e Igor, eles que vão formar o time junto com a gente para poder disputar o Brasileiro”, completou. 

“Vamos tirar aquelas que o Fortaleza achar que dá para aproveitar na A1, e as outras vão ficar para jogar A3. Vamos (R4) contratar também algumas atletas, que a gente também vai querer subir a A2”, finalizou.

AJUSTES FINAIS

O objetivo é que o time siga a preparação em Juazeiro do Norte, sede do R4, e a Arena Romeirão receba as partidas da equipe. 

“A intenção do Fortaleza é que fique (instalado) aqui em Juazeiro e que os jogos sejam na Arena Romeirão. Mas isso ainda será definido com a comissão técnica. Hoje à noite vamos definir se vai ser em Juazeiro ou em Fortaleza. Pode ser até uma parceria da gente fazer uma pré-temporada aí e os jogos aqui…”, detalhou. 

“Se for em Juazeiro, vai ficar tudo (custo financeiro) por aqui. Mas vamos ter que arrumar outro local. Tem o meu (CT) também. As minhas jogadoras ficam aqui em casa, e se eles precisarem, elas vão para lá (Fortaleza). E aquelas que vierem de fora devem ficar em apartamento e irem diretamente treinar”, afirmou.

“Quanto aos custos, vai vir a cota da CBF e o resto a gente vai correr atrás de patrocínio. Foi o que ficou acordado, foi o que me passaram”, finalizou.

TEMPORADA HISTÓRICA

A temporada de 2025 para o time feminino do Fortaleza foi histórica. A equipe conquistou o inédito acesso para a Série A1 do Brasileiro, venceu a Copa Maria Bonita e ergueu a taça do Campeonato Cearense diante do Ceará, maior rival. 

Em nota, a diretoria da SAF do Leão do Pici anunciou a decisão de encerrar as atividades do time feminino no último dia 29 de dezembro após cortes de orçamento pela queda da equipe masculina para a Série B. Com isso, a equipe sofreria punições da CBF. 

Se o clube desistisse completamente da categoria, perderia a vaga na primeira divisão e seria suspenso por dois anos de qualquer competição organizada pela CBF. Quando voltasse, disputaria a terceirona da modalidade.

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