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Mão de obra qualificada continua a ser desafio

01:00 · 14.04.2018

Com todos os investimentos no mercado de data centers, Fortaleza ainda deve enfrentar o problema de abastecimento de mão de obra qualificado local. Segundo análise de alguns players do mercado, a Capital vai levar entre cinco e dez anos para reverter o quadro, fazendo com que, inicialmente, as empresas que decidirem se instalar aqui busquem profissionais de outros centros econômicos.

Atualmente, a área de engenharia de telecomunicações é a mais complicada para preencher cargos, de acordo com Glauber Launa, gerente executivo da Mob Telecom. "Temos uma demanda que não conseguimos abastecer, pela ausência de mão de obra qualificada, principalmente na área de engenharia de telecomunicações, que é quem faz a gerência os data centers".

Como solução, as empresas deverão buscar profissionais em cidades onde o mercado de processamento de dados já está consolidado, como São Paulo e Rio de Janeiro. "A dificuldade de conseguir mão de obra qualificada ainda é muito grande, pela expertise necessária para o trabalho", disse Felipe Abelha, diretor de operações da Wirelink.

Mercado local

Apesar da dificuldades enfrentadas, o mercado local ainda possui ótimos talentos e, com os novos investimentos deverá viver uma verdadeira transformação nos próximos anos. Essa é a opinião de Leonel Olivera, diretor no Brasil da Nutanix, empresa internacional de armazenamento de dados na nuvem.

"Temos alguns talentos no mercado do Ceará e bastante gente qualificada, assim, a nova demanda vai acabar moldando o mercado e criando novas possibilidades para essa área de data centers", analisou Leonel Oliveira. 

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