Presidente da Caixa, Pedro Guimarães é diagnosticado com Covid-19

Resultado de teste foi publicado neste domingo (26)

Pedro Guimarães, presidente da Caixa, concendendo entrevista em estúdio de rádio
Legenda: Guimarães posou sem máscara ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, diagnosticado com doença
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, foi diagnosticado com Covid-19. Divulgado neste domingo (26), o resultado do exame veio cinco dias após isolamento recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As informações são do jornal O Globo.

 O economista integrou a comitiva presidencial que viajou a Nova Iorque, nos Estados Unidos, para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) na última semana. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, testaram negativo, conforme divulgaram neste domingo.

Na viagem, Guimarães posou sem máscara ao lado do presidente e dos ministros Marcelo Queiroga, da Saúde — diagnosticado com a doença —, e da Secretaria-Geral, Luiz Eduardo Ramos.

Além do cardiologista titular da Pasta, atualmente em quarentena em Nova York, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e um diplomata do alto escalão que não teve a identidade revelada estão entre os membros da comitiva infectados com o coronavírus.

Embora não tenham viajado na comitiva, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o advogado-geral da União, Bruno Bianco, também estão com Covid-19.

O Governo Federal anunciou, na última quarta (22), que 50 pessoas participantes da comitiva estavam em isolamento após contato com Queiroga.

Conforme o Palácio do Planalto, Bolsonaro não mostrava sintomas e iria permanecer no Palácio da Alvorada por cinco dias contados a partir do último contato com o ministro, feito na terça (21).

Bolsonaro e Michelle testaram negativo

Jair e Michelle Bolsonaro publicaram, na manhã deste domingo, que tiveram diagnóstico negativo para a enfermidade.

Além do casal, tal resultado foi apontado pelos ministros da Justiça e da Segurança Pública, Anderson Torres, do Turismo, Gilson Machado, da Secretaria-Geral, Luiz Eduardo Ramos, e do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite. Todos foram a Nova York.

Com o resultado, Bolsonaro fica liberado para cumprimento da agenda comemorativa em razão dos mil dias de mandato. O primeiro evento, porém, seria uma cerimônia com participação de Pero Guimarães, a qual lançaria o Caixa Tem no Palácio do Planalto. O Governo Federal, porém, não comentou ainda se o evento será adiado ou se ocorrerá sem a presença do representante do banco.

Agenda comemorativa

Já na terça (28), há previsão do início de viagens pelas cinco regiões brasileiras para celebração dos mil dias de governo, envolvido em mais uma crise. A primeira parada será na Bahia, onde Bolsonaro entregará 10 quilômetros de asfalto, liberará títulos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e entregará equipamentos para o Estação Cidadania, um centro de iniciação esportiva.

Na quarta-feira (29), Bolsonaro participará de uma uma cerimônia de assinatura do contrato de concessão dos aeroportos do Bloco Norte, em Boa Vista (RR), às 8h. Na quinta, o presidente visitará uma estação de metrô em Belo Horizonte (MG) acompanhado do ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

O último dia de evento será dividido em duas regiões: o chefe do Executivo estará em Anápolis (GO) para assinar contrato de concessão das rodovias BR-153, BR-080 e BR-414, além de Maringá (PR), onde estará em inauguração das obras de ampliação da área operacional do Aeroporto Regional do município.

Os eventos comemorativos dos mil dias de governo se dão em meio à queda na popularidade do presidente em pesquisas de intenção de voto, nas quais fica atrás do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia governamental é usar a data comemorativa para tentar alavancar a popularidade de Bolsonaro.

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