Procura por vacinas quadruplica após exigência para compra de maconha e bebida alcoólica em Quebec

A província enfrenta uma escalada no número de infecções por Covid-19, com 2.742 pessoas internadas

Homem fumando maconha
Legenda: Desde 2018, o uso recreativo da maconha é legalizado no Canadá
Foto: Miguel Schincariol/AFP

A partir da próxima terça-feira (18), a província de Quebec, no Canadá, vai proibir a compra de bebida alcoólica e maconha para não vacinados. A exigência do passaporte vacinal foi uma estratégia do governo local para ampliar a imunização, pois a segunda cidade mais populosa do país enfrenta, atualmente, uma escalada no número de infecções por Covid-19.

Segundo o ministro da saúde de Quebec, Christian Dubé, os agendamentos diários quadruplicaram, saindo de 1,5 mil para 6 mil, após o anúncio da medida. “Infelizmente, temos que proteger essas pessoas delas mesmas e proteger nossa rede de saúde”, explicou. 

Em uma tentativa de conter a nova onda, o governo da província anunciou em 30 de dezembro o retorno de algumas restrições, incluindo um toque de recolher às 22h e a proibição de reuniões privadas. No total, 2.742 pessoas com Covid-19 estão internadas e cerca de 255 pessoas estão em UTIs de Quebec.

As hospitalizações também continuam a aumentar na província vizinha de Ontário, a mais populosa do Canadá, com 3.220 pessoas internadas e 477 em terapia intensiva.

Desde 2018, o uso recreativo da maconha é legalizado no Canadá. 

Imposto para não vacinados

Paralisada pela propagação da variante Ômicron, Quebec vai criar, nas próximas semanas, um novo imposto sanitário para quem não está vacinado contra a Covid-19. “Estamos trabalhando em uma contribuição de saúde para todos os adultos que se recusam a ser vacinados, pois eles representam um fardo financeiro para todos os cidadãos da província”, disse o governador de Quebec, François Legault.

Para ele, os 10% dos habitantes da província que ainda não receberam uma dose do imunizante não devem prejudicar os 90% que já se vacinaram. “Não cabe a todos os quebequenses pagar por isso”, afirmou, durante entrevista coletiva. 

Legault especificou que o governo da província quer que o imposto represente uma ‘quantidade significativa’. “Sinto certo descontentamento com a minoria não vacinada que, considerando tudo, obstrui nossos hospitais”.

O governador de Quebec explicou que esses 10% de adultos não vacinados representam 50% das pessoas em unidades de terapia intensiva, situação que descreveu como "chocante". Entretanto, informou que a proposta, cujos detalhes ainda estão sendo finalizados, não se aplicaria àqueles que não podem ser vacinados por razões médicas.



 

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