Em Oslo, desfile do Orgulho LGBTQIA+ é cancelado após atentado terrorista em bar gay

Homem armado matou duas pessoas e feriu outras 20 na madrugada deste sábado (25)

Fachada do London Pub em Oslo.
Legenda: O London Pub é um bar conhecido por ser o maior ponto de encontro de gays e lésbicas de Oslo.
Foto: Divulgação

Em Oslo, na Noruega, o desfile oficial da Parada do Orgulho LGBTQIA+ que aconteceria neste sábado (25) foi cancelado pelo Governo após um homem armado invadir um bar, matar duas pessoas e ferir outras 20.

O cancelamento foi recomendado pelas autoridades policiais e apoiado pelos organizadores do evento, que pediram para ninguém mais comparecer e compartilhar as comemorações do Orgulho em casa.

“Seguiremos as recomendações da polícia e cuidaremos uns dos outros. Pensamentos calorosos e amor vão para os parentes, feridos e outros afetados”, disse, em comunicado conjunto, a organizadora do evento em Oslo, Inger Kristin Haugsevje, e a líder da Associação para Diversidade de Gênero e Sexualidade, Inge Alexander Gjestvang.

Chamado London Pub, o bar atacado é o maior ponto de encontro para gays e lésbicas de Oslo. Segundo a CNN Brasil, que divulgou as informações, a polícia norueguesa investiga o ataque como um "ato de terrorismo".

O ataque

Ainda conforme a CNN, a polícia da Noruega recebeu várias ligações sobre o tiroteio na madrugada deste sábado (25) e chegou ao bar minutos depois. Os agentes conseguiram prender o suspeito quase que imediatamente. Ele estava com duas armas, mas ainda não foi informado de quais se tratavam.

Acusado de assassinato, tentativa de homicídio e terrorismo, o suspeito é um cidadão norueguês, originário do Irã, que já tinha passagem pela polícia por outras "condenações menores", segundo informou o promotor Christian Hatlo a repórteres em Oslo.

Dos 20 feridos por ele, oito foram levados a hospitais. Destes, três estão em estado crítico. 

No Facebook, o London Pub afirmou que o atentado era "absolutamente terrível e puro mal". Disse ainda que todos os funcionários do estabelecimento estavam seguros e se solidarizou com as famílias das vítimas.

Mais atos planejados

Atualmente, o serviço de inteligência da polícia norueguesa investiga se há mais atos de violência planejados após o tiroteio.

"Agora, estamos contribuindo com todas as informações relevantes que temos para o distrito policial de Oslo e estamos trabalhando para esclarecer se mais atos de violência podem ser planejados. No momento, não temos nenhuma indicação disso", afirmou o órgão no Twitter.

Ainda conforme as autoridades policiais, o acusado não colaborou no interrogatório.

Autoridades se manifestam

O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr, manifestou condolências às vítimas e classificou o tiroteio como “um ataque cruel e profundamente chocante a pessoas inocentes”.

“Ainda não sabemos o que está por trás desse ato terrível, mas para a comunidade queer que agora está assustada e de luto, quero dizer que estamos todos com você”, disse ele no Facebook.

O presidente do Parlamento norueguês, Masud Gharahkhani, também se solidarizou. “As pessoas estavam na cidade para um feriado de diversidade e amor”, lamentou. 

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