Polícia prende trio que teria arrecadado mais de R$ 2,5 milhões em golpes

O grupo usava dados das vítimas para abertura de contas e solicitação de cartões de créditos

Apreensão da Polícia Civil
Legenda: No local, foram apreendidos materiais usados para as fraudes, como aparelhos de celular, maquinetas de cartões de crédito e impressões para a produção de documentos de identidade
Foto: Paulo Sadat

Três pessoas foram presas em flagrante nesta terça-feira (20), em Fortaleza, suspeitas de participação em um esquema fraudulento que arrecadou pelo menos R$ 2,5 milhões em golpes. O grupo usava dados de terceiros para a abertura de contas e a emissão de cartões de créditos.

"A partir do vazamento de dados cadastrais dos brasileiros, eles usam essas informações e confeccionam falsificações documentais e solicitam fraudulentamente cartões de crédito nas instituições financeiras", detalhou o delegado Ismael Araújo, titular da Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCCLD), durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (21)

O delegado afirmou que a estimativa é de que o valor arrecadado pelos criminosos seja ainda maior.

Após investigações da DCCLD, um mandado de prisão preventiva foi expedido em nome do líder do grupo, identificado como Francisco Bezerra Alexandre, 36, que já responde por associação criminosa e uso de documento falso.

Ao chegar ao local indicado, um imóvel no bairro Maraponga, os agentes também prenderam Samara Lívia Pires Braga, 27, e Francisco Alison Pinto Patrício, 23 anos.

O trabalho teve o apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Material apreendido

No imóvel, um escritório que era usado para produção de documentos falsos, foram apreendidos materiais usados para as fraudes, entre eles 191 cartões magnéticos com dados de terceiros, maquinetas de cartões, notebooks, aparelhos celulares, documentos e chips telefônicos.

Os três suspeitos foram encaminhados à sede da DCCLD, em Fortaleza, e autuados em flagrante por associação criminosa.

Francisco Bezerra já era alvo de um inquérito policial. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva em aberto pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos públicos e privados, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Os dois homens responderão também por falsificação de documento público e privado e lavagem de dinheiro. 

A Polícia Civil do Ceará apura se há o envolvimento de mais pessoas no esquema criminoso.

 

 

 

 

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