MPCE deflagra operação para apurar casos de fura-fila de vacinação contra Covid-19 em Caririaçu

Ação ocorre após envio de vídeo feito em inspeção da imunização no município

Vacina contra Covid-19
Legenda: Vídeo registrou inspeção da vacinação no município.
Foto: Fabiane de Paula

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), operação para apurar suspeitas de fura-fila na vacinação contra a Covid-19 em Caririaçu, no Ceará. Com apoio da Polícia Civil do Ceará (PCCE), a “Operação Egoísmo” cumpre cinco mandados de busca e apreensão na Secretaria de Saúde do Município e nas residências de servidores municipais.

A ofensiva ocorre após vereadores de Caririaçu decidirem fazer uma inspeção para fiscalizar a imunização no município, que foi gravada em vídeo. O material predispõe suspeita de que uma pessoa, servidora lotada na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura, teria sido vacinada de forma irregular.

O vídeo, enviado à Promotoria de Justiça do município, indica que a imagem de lista de pessoas a receber a dose durante o dia da inspeção não corresponde integralmente ao documento com os nomes de vacinados, segundo o MPCE. A lista foi divulgada na internet e remetida para o posto de vacinação pela Central de Imunização.

Para o promotor de Justiça Rafael Couto, titular da Promotoria de Justiça de Caririaçu, o caso traz a possibilidade de cometimento de improbidade administrativa de crimes como peculato. O promotor, no entanto, enfatiza que não há como antecipar culpa até o momento, uma vez que os fatos com documentos apreendidos ainda serão estudados.

Caso seja constatada materialidade e responsabilidade pelo crime, os autores dos delitos serão demandados. O crime de peculato, segundo o Artigo 312º do Código Penal, prevê pena de reclusão entre 2 e 12 anos para funcionário público que apropriar-se de bem móvel, de que tem posse em razão do cargo, ou o desvia em proveito próprio ou alheio.

O Diário do Nordeste entrou em contato com a Prefeitura de Caririaçu, mas não conseguiu resposta até a publicação desta matéria.

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