Criança encontrada morta em Pacatuba tinha problemas de saúde, diz avó

Maria Esther, morta por espancamento, tinha 1 ano e dez meses

Legenda: A criança tinha 1 ano e 10 meses. Mãe e padrasto simularam um sequestro para despistar a Polícia
Foto: FOTO: Reprodução

A empregada doméstica Raimunda Farias, avó materna de Maria Esther, que foi encontrada morta na última quarta-feira, afirmou que a neta sofria de problemas neurológicos e fazia tratamento para a doença. Segundo ela, a menina tinha um tumor no cérebro e, por isso, sofria ataques de epilepsia. 

A avó disse que queria a guarda da criança pois já suspeitava que a filha, Ana Cristina Farias, e o genro, Franciel Lopes, espancavam costumeiramente a menina. Ela afirmou, ainda, que já ouvira diversos relatos dos vizinhos sobre estes atos violentos. “Eu pedi muito para criar (a Maria Esther), mas ela não me deu”, contou Raimunda. 

A doméstica já era responsável pela criação de outra filha de Ana Cristina, com 10 anos de idade. O enterro de Maria Esther está programado para acontecer nesta sexta-feira (23), no Cemitério do Bom Jardim.

Desaparecimento forjado

Maria Esther tinha 1 ano e 10 meses e foi encontrada morta em um matagal, em Pacatuba, na última quarta-feira (21). No dia anterior, a mãe e o padrasto da criança haviam registrado um Boletim de Ocorrência (B.O.) alegando que a menina tinha sido levada por um casal armado, que abordou a família em um carro preto. Ana Cristina Farias e Franciel Lopes foram presos em flagrante por terem assassinado a criança, segundo a Polícia Civil do Ceará.

O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, Jocel Bezerra Dantas, afirmou que os suspeitos teriam agredido Maria Esther por conta de choros sucessivos na madrugada. À polícia, a mãe da menina alegou serem falsas as acusações de que ela e o companheiro agrediam a criança, que já tinha manchas roxas evidentes no corpo. 

 

 

 

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