Produtores querem controle de praga
Escrito por
Redação
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Limoeiro do Norte Produtores de caju aguardam liberação de fungicida para combater ameaça à cajucultura no Estado. O agrotóxico, à base de enxofre, mostrou bons resultados no combate ao fungo em pesquisas realizadas pela Embrapa Tropical em algumas propriedades. Porém, há dois anos, o produto aguarda liberação do Ministério da Agricultura para ser indicado no combate à praga.
Quando o cajueiro é afetado pelo oídeo, a fruta fica comprometida e toda a colheita é ameaçada. O enxofre revela eficácia no combate à praga
Até pouco tempo o oídeo (Oidium anacardii) era uma doença considerada secundária pelos produtores de caju. Porém, de uns anos pra cá, a doença se espalhou rapidamente por alguns Estados da região Nordeste e tem prejudicado o cultivo em algumas áreas cearenses.
De acordo com o supervisor da célula da cajucultura da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), José de Sousa Paz, o oídeo começou a aparecer em 2009, no Piauí.
"Houve uma grande perda do caju naquela época e isso preocupou os produtores aqui no Ceará. Em 2010, a doença começou a chegar por aqui e em 2011 nossa produção foi afetada", relembra ele.
Segundo Paz, o oídeo foi responsável por 10% da queda na produção. Ele explicou que outros fatores, como as condições climáticas, também contribuíram para a diminuição. A praga afeta a amêndoa e o pseudofruto, que possui um valor de mercado menor, mas que apresentou uma crescente procura no último ano. "A castanha representa só 10% do produto, o pseudofruto, que é usado para fazer sucos e doces, representa 20%. No ano passado, as principais indústrias de suco do Nordeste compraram nosso pseudofruto e isso representou uma aumento bastante grande para os produtores", afirma Paz. Segundo ele, o restante do caju que não é utilizado pelas indústrias não é aproveitado.
O supervisor afirma que há dois anos acompanha pesquisas realizadas pela Embrapa no combate à doença e que, após obter resultados positivos na utilização do enxofre na cultura, está aguardando liberação do agrotóxico no Ministério para poder indicar aos produtores.
"Nós temos todos os relatórios da utilização do kumulus DF no combate ao oídeo. Todos os resultados são positivos, mas nossas ações foram engessadas pelo Ministério que demora em liberar o produto para comercialização", lamenta.
De acordo com ele, o governo esta comprando, por meio da SDA, 104 atomizadores (equipamento utilizado para os cajueiros). Porém, diante do impasse na liberação do produto, a compra ainda não foi concluída.
O chefe geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo de Oliveira, disse que as pesquisas vinham sendo realizadas há cerca de dois anos, tanto em nível de campos experimentais quanto em propriedades de produtores, com objetivo de avaliar o efeito do enxofre no controle do oídeo do cajueiro.
"Depois dos estudos, concluímos que o enxofre pode ser perfeitamente utilizado no combate à doença, com resultados satisfatórios. Esses resultados foram repassados para o Ministério da Agricultura para utilização em fins comerciais", explica.
Até lá, Oliveira afirma que os produtores não podem utilizar legalmente o produto na cultura. "Nós temos pressa para que esse produto seja liberado porque é necessário que façamos as aplicações preventivas neste primeiro semestre, que é o período de pré-produção", enfatiza.
Para acompanhar o processo, no último dia 8, o presidente da Federação da Agricultura do Ceará (Faec), Flávio Saboya, juntamente com o presidente da Associação dos Cajucultures do Ceará, Francisco José de Sousa (Franzé), se reuniram para solicitar, ao Ministério da Agricultura, a liberação imediata do produto e também para realizar um balanço das atividades da associação nos últimos dois meses.
Mais informações
Coordenadoria de Desenvolvimento da Agricultura familiar (Codaf) - (85) 3101.8097
Embrapa Agroindústria Tropical
(85) 3391.7106
ELLEN FREITAS
COLABORADORA
Quando o cajueiro é afetado pelo oídeo, a fruta fica comprometida e toda a colheita é ameaçada. O enxofre revela eficácia no combate à pragaAté pouco tempo o oídeo (Oidium anacardii) era uma doença considerada secundária pelos produtores de caju. Porém, de uns anos pra cá, a doença se espalhou rapidamente por alguns Estados da região Nordeste e tem prejudicado o cultivo em algumas áreas cearenses.
De acordo com o supervisor da célula da cajucultura da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), José de Sousa Paz, o oídeo começou a aparecer em 2009, no Piauí.
"Houve uma grande perda do caju naquela época e isso preocupou os produtores aqui no Ceará. Em 2010, a doença começou a chegar por aqui e em 2011 nossa produção foi afetada", relembra ele.
Segundo Paz, o oídeo foi responsável por 10% da queda na produção. Ele explicou que outros fatores, como as condições climáticas, também contribuíram para a diminuição. A praga afeta a amêndoa e o pseudofruto, que possui um valor de mercado menor, mas que apresentou uma crescente procura no último ano. "A castanha representa só 10% do produto, o pseudofruto, que é usado para fazer sucos e doces, representa 20%. No ano passado, as principais indústrias de suco do Nordeste compraram nosso pseudofruto e isso representou uma aumento bastante grande para os produtores", afirma Paz. Segundo ele, o restante do caju que não é utilizado pelas indústrias não é aproveitado.
O supervisor afirma que há dois anos acompanha pesquisas realizadas pela Embrapa no combate à doença e que, após obter resultados positivos na utilização do enxofre na cultura, está aguardando liberação do agrotóxico no Ministério para poder indicar aos produtores.
"Nós temos todos os relatórios da utilização do kumulus DF no combate ao oídeo. Todos os resultados são positivos, mas nossas ações foram engessadas pelo Ministério que demora em liberar o produto para comercialização", lamenta.
De acordo com ele, o governo esta comprando, por meio da SDA, 104 atomizadores (equipamento utilizado para os cajueiros). Porém, diante do impasse na liberação do produto, a compra ainda não foi concluída.
O chefe geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo de Oliveira, disse que as pesquisas vinham sendo realizadas há cerca de dois anos, tanto em nível de campos experimentais quanto em propriedades de produtores, com objetivo de avaliar o efeito do enxofre no controle do oídeo do cajueiro.
"Depois dos estudos, concluímos que o enxofre pode ser perfeitamente utilizado no combate à doença, com resultados satisfatórios. Esses resultados foram repassados para o Ministério da Agricultura para utilização em fins comerciais", explica.
Até lá, Oliveira afirma que os produtores não podem utilizar legalmente o produto na cultura. "Nós temos pressa para que esse produto seja liberado porque é necessário que façamos as aplicações preventivas neste primeiro semestre, que é o período de pré-produção", enfatiza.
Para acompanhar o processo, no último dia 8, o presidente da Federação da Agricultura do Ceará (Faec), Flávio Saboya, juntamente com o presidente da Associação dos Cajucultures do Ceará, Francisco José de Sousa (Franzé), se reuniram para solicitar, ao Ministério da Agricultura, a liberação imediata do produto e também para realizar um balanço das atividades da associação nos últimos dois meses.
Mais informações
Coordenadoria de Desenvolvimento da Agricultura familiar (Codaf) - (85) 3101.8097
Embrapa Agroindústria Tropical
(85) 3391.7106
ELLEN FREITAS
COLABORADORA