Polícia Civil desarticula esquema de adulteração de garrafões de água mineral

Caso aconteceu em Acopiara. Foram apreendidos 292 lacres selados, 90 garrafões e o caminhão usado para entregar as águas

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 23:19)
Veículo usado para o comércio ilegal de água mineral
Legenda: Veículo usado para o comércio ilegal de água mineral
Foto: Divulgação/SSPDS

Investigação coordenada pela Delegacia Regional de Iguatu prendeu três homens em flagrante na última quinta-feira (13), por suspeita de envolvimento em esquema de adulteração de garrafões de água mineral. O trabalho contou com apoio da Delegacia Municipal de Acopiara, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Foram apreendidos 292 lacres selados, 90 garrafões e um caminhão utilizado para a entrega das águas. A pena para quem comete esse crime é reclusão, de quatro a oito anos, além de multa. De acordo com o delegado Ariel Alves, o caminho para desarticular a prática ilegal começou na terça-feira (11). O dono de uma empresa de venda de água, situada entre Iguatu e Quixelô, denunciou que um funcionário estaria furtando lacres.  

O trabalho em conjunto foi ágil. O delegado Ariel Alves intimou o funcionário, que passou as informações sobre o trio. O delegado regional de Polícia Civil de Iguatu, Marcos Sandro, se antecipou e mandou a equipe da DP para Acopiara, onde foi preso o trio. 

"Quando o acusado resolveu contar a verdade, descobrimos que esses lacres eram repassados para um pessoal de Acopiara. Tivemos que agir rápido, para eles não fugirem com o material", conta o delegado Ariel Alves. 

Com a investigação do destino dado ao material, os policiais chegaram até os suspeitos Wanderson Ferreira Silva (21) e Francisco Alves da Silva Júnior (20). Eles foram abordados em um caminhão que fazia a entrega dos garrafões com água.

No interior do veículo estavam selos fiscais intactos, que seriam utilizados nos recipientes. A dupla afirmou que o líquido era colhido de uma cisterna situada na mesma cidade, no bairro Vila Esperança.

Condições precárias 

No local onde os vasilhames eram preparados, os investigadores chegaram até o terceiro envolvido: Lindoval Alves Silva (43), pai de Wanderson. Segundo a (SSPDS), o ponto de apoio para o esquema criminoso era uma casa de taipa sem qualquer condição sanitária.  

Os três foram encaminhados à Delegacia Regional de Iguatu. O inquérito policial por fabricar, vender, ter em depósito para venda, substância alimentícia ou o produto falsificado, corrompido ou adulterado, foi lavrado.  

A suspeita, segundo o delegado Ariel Alves, é que o esquema já funcione por volta de dois meses. As investigações sobre o fato seguem em andamento. O trio também vai responder por receptação, em razão de terem recebido os selos furtados.