Ministério Público pede suspensão de atividades mantidas por universidade em Ubajara e Viçosa

A instituição oferece cursos de forma irregular, sem cadastro na Capes ou no MEC

A imagem mostra uma mão escrevendo com uma caneta em um caderno.
Legenda: São oferecidos irregularmente pela Unigrendal, segundo o Ministério Público, cursos de mestrado e doutorado.
Foto: Shutterstock

O Ministério Público Federal (MPF) entrou nesta quinta-feira (2) com ação civil pública para suspender as atividades mantidas pela Unigrendal Premium Corporate no Ceará. Segundo o órgão, a instituição oferta irregularmente cursos de pós-graduação em Ubajara e Viçosa do Ceará.

Presente em 41 municípios do Estado, a Unigrendal Premium Corporate, em parceria com a Faculdade Atenas, oferece cursos de mestrado e doutorado sem o devido credenciamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Ministério da Educação (MEC). O MPF chegou a essa conclusão após buscar os registros no sistema.

O responsável pela Unigrendal foi identificado e também é alvo direto da investigação federal. Ainda não foram localizadas as pessoas jurídicas responsáveis pela Faculdade Atenas, parceira da instituição.

Até a publicação desta matéria, o Diário do Nordeste não havia conseguido contato com a Unigrendal para tratar do assunto.

Repercussão para os alunos

Segundo o Ministério Público, todos os estudantes matriculados nos cursos irregulares devem ser ressarcidos dos valores referentes à matrícula, taxas e mensalidades pagas, com correção monetária. 

Outras investigações 

Em 2019, a Unigrendal Premium Corporate também foi alvo de investigação pelo Ministério Público. À época, o órgão conseguiu obter liminar da Justiça Federal para suspender os cursos de pós-graduação ofertados irregularmente em Juazeiro do Norte. Situação semelhante à de agora. 

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