Inseminação artificial garante reprodução segura de cães

Muitos canis em Fortaleza e Região Metropolitana estão adotando a técnica para preservar os plantéis

Legenda: Pode-se utilizar várias técnicas para a prática quando se trabalha com profissionais qualificados, detentores de conhecimentos avançados, como o Dr. Antônio Mota

Fortaleza. A técnica de inseminação artificial em cães tem sido cada vez mais utilizada, tanto por criadores como por proprietários desses animais. O que antes era um procedimento envolto em dúvidas e realizado por poucos médicos veterinários, atualmente é conhecido e também dominado por vários profissionais da área.

As indicações para se inseminar uma cadela são diversas, podendo ser citadas dentre as mais corriqueiras: existência de diferença de peso e tamanho entre a cadela e o macho, ou vice e versa; recusa do acasalamento pela fêmea, mesmo estando em período ideal; falta de interesse, por parte do macho, por aquela determinada fêmea; impedimento físico do macho (desde que não seja genético) que não torne possível montar na fêmea; dentre outros.  

Além desses fatores, existe a opção dos criadores não quererem o contato direto dos animais, para evitar traumatismos ou até mesmo a transmissão de doenças, bem como as longas viagens da fêmea para ir até o local onde o macho se encontra. Todos esses aspectos são inviáveis se trabalharmos com sêmen resfriado ou congelado.

Para que a inseminação artificial tenha sucesso, existem dois pontos principais: o primeiro é usar um sêmen de boa qualidade (fresco, refrigerado ou congelado); o segundo, saber se a fêmea não apenas está no cio, mas em momento de ser fertilizada (próximo da ovulação).

Garantia

Ao realizar um exame do sêmen, pode-se ter uma garantia de que o mesmo possui as condições mínimas para utilização ou processamento para uso posterior. Essas condições mínimas são: mais de 70% dos espermatozoides com facilidade de se mover progressivamente em linha reta, com velocidade acima de três numa escala de 0 a 5; número de espermatozoides acima de 200 milhões de unidades vivas e viáveis no total do ejaculado; e menos de 20% de alterações na morfologia espermática (defeitos). 

Por sua vez, as fêmeas devem ser acompanhadas desde o 7º dia do cio, pois 10% delas podem estar prontas nesse momento; 40% entre o 10º e 13º dia; e 50% após este período.

O acompanhamento faz-se pela observação dos sinais e sintomas do cio, citologia vaginal e dosagem de progesterona (hormônio). O ideal para fertilização é que a cadela se encontre com os níveis de progesterona entre 10 e 15ng/ml (nanogramas por mililitro). O aumento diário da progesterona é individual, por isso o acompanhamento deve ser constante.

A inseminação em si pode ser realizada por via vaginal (fundo da vagina anterior) ou intrauterina com auxílio de endoscópio ou de cirurgia. Uma vez estando tanto o sêmen do macho em condições mínimas, como a fêmea em momento ideal para ser fertilizada, ela é inseminada e a probabilidade de ficar prenhe é de aproximadamente 90% quando se utiliza sêmen fresco; 80% com sêmen resfriado; e ao redor de 60% com a introdução do sêmen congelado. 

A pergunta mais frequente é: as chances de uma cadela ficar gestante através da inseminação artificial são praticamente as mesmas de quando se realiza o acasalamento natural? A resposta é sim, valendo salientar que esse procedimento é uma realidade nos principais canis de Fortaleza e Região Metropolitana.

Técnicas variadas

Pode-se utilizar varias técnicas para a prática quando se trabalha com profissionais qualificados, detentores de conhecimentos avançados.

A prática visa também estabelecer a biodiversidade dos animais, mantendo raças que muitas vezes possuem dificuldades físicas e não conseguem fazer a própria monta natural. Este é um dos principais objetivos de oferecer a inseminação como benefício aos criadores. As pessoas que têm cães e necessitam desse serviço devem procurar profissionais capacitados para tal procedimento. Lembre-se que somente o médico veterinário é habilitado para realizar a inseminação artificial em cadelas.

Para conteúdo complementar acesse: http://blogs.diariodonordeste.c om.br/bemestarpet

Mais informações

Médico veterinário Antônio Mota
Doutor em Reprodução de Carnívoros pela Uece e pela Mississippi State University(EUA)
Telefone: (85)8690.9044

Antônio Mota
Médico veterinário

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