Criador de abelhas sem ferrão expõe no Cariri
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Foram expostas espécies como Jandaíra, Jataí, Uruçu e Mandaçaia, que produzem um mel fino, orgânico
Crato. Embora extintas na região do Cariri, em decorrência das queimadas, uso de agrotóxicos e manejo errado, as abelhas indígenas sem ferrão puderam ser vistas, até este fim de semana, no município do Crato. A iniciativa foi do meliponicultor Ezequiel Medeiros, que veio da cidade de Jardim do Seridó, no Rio Grande do Norte para, pela primeira vez, expor na Expocrato, trazendo um mostruário com várias caixas de abelhas.
Como muitas dessas espécies produzem mel saboroso e muito procurado, os próprios meleiros, que retiram o mel destruindo a colméia, contribuem para a extinção dessas abelhas em algumas regiões. Na exposição, foram expostas espécies como Jandaíra, Jataí, Uruçu e Mandaçaia, que produzem um mel fino, orgânico e com boa aceitação no mercado. Enquanto um litro de mel da chamada abelha africana custa na região cerca de R$ 8, o litro da abelha nativa custa de R$ 70,00 até R$ 120,00. Cada caixa, ou colméia, custa entre R$ 300,00 e R$ 500,00, dependendo da espécie. A mais cara é a uruçu. As colméias em exposição não estavam à venda. Ele recebe encomenda e presta assistência técnica.
A grande vantagem, segundo ele, é que estas abelhas não ferroam. São bastante dóceis e de fácil manejo. Por isso, dispensam o uso de roupas e equipamentos de proteção tais como macacão, luvas, máscaras e fumegadores, reduzindo os custos de sua criação e permitindo que essas abelhas sejam mantidas perto de residências e de criações de animais domésticos. Além disso, por não exigir força física e prolongada dedicação ao seu manejo, a criação de abelhas sem ferrão pode ser facilmente executada por jovens e idosos.
Ezequiel explica que, “como as abelhas são polinizadoras de plantas, cultivadas ou não, é importante que se atente para o fato de que, mais importante que o mel produzido por elas, é a polinização que promovem e que permite a produção de sementes por diversas plantas, muitas das quais extremamente úteis para o homem. Sem esse auxílio, muitas espécies de plantas deixam de produzir frutos e sementes, podendo inclusive serem extintas”.
Entusiasmado com a criação desse tipo de abelha, o bancário aposentado Manoel Pedroza encomendou dez colméias para instalar em sua residência, na zona rural. Ele diz que “a criação dessas abelhas e a sua exploração racional podem contribuir para a preservação das espécies e dar ao meliponicultor oportunidade de obter mel de ótima qualidade”.
As abelhas dependem das flores para sua sobrevivência, pois obtêm nelas os açúcares de que necessitam para obter a energia calórica, e o pólen é sua fonte de proteínas. Ezequiel afirmou que a região do Cariri oferece melhores condições para a criação de abelhas do que a região do Seridó, em razão da quantidade e variedade de flores.
FIQUE POR DENTRO
Agentes polinizadores de plantas nativas
As abelhas sem ferrão são os principais agentes polinizadores de várias plantas nativas. Preservar essas abelhas contribui, portanto, para conservar os mais diversos tipos de vegetação. Há muitos agricultores utilizando as abelhas sem ferrão na polinização de culturas agrícolas tais como urucum, chuchu, camu-camu, carambola, laranja, goiaba, limão, abacate, coco-da-bahia e manga. Essa prática, amplamente usada com as abelhas do gênero Apis (conhecidas como abelhas africanizadas ou abelhas africanas) e Bombus (as mamangavas), vem sendo utilizada até mesmo para cultivar morangos dentro de estufas.
Mais informações:
Ezequiel Roberto Medeiros de Macedo
Av. Dr. Fernandes, 387 - Centro Jardim do Seridó (RN)
(84) 3472.2459/ 9992.3459
Antônio Vicelmo
Repórter
Crato. Embora extintas na região do Cariri, em decorrência das queimadas, uso de agrotóxicos e manejo errado, as abelhas indígenas sem ferrão puderam ser vistas, até este fim de semana, no município do Crato. A iniciativa foi do meliponicultor Ezequiel Medeiros, que veio da cidade de Jardim do Seridó, no Rio Grande do Norte para, pela primeira vez, expor na Expocrato, trazendo um mostruário com várias caixas de abelhas.
Como muitas dessas espécies produzem mel saboroso e muito procurado, os próprios meleiros, que retiram o mel destruindo a colméia, contribuem para a extinção dessas abelhas em algumas regiões. Na exposição, foram expostas espécies como Jandaíra, Jataí, Uruçu e Mandaçaia, que produzem um mel fino, orgânico e com boa aceitação no mercado. Enquanto um litro de mel da chamada abelha africana custa na região cerca de R$ 8, o litro da abelha nativa custa de R$ 70,00 até R$ 120,00. Cada caixa, ou colméia, custa entre R$ 300,00 e R$ 500,00, dependendo da espécie. A mais cara é a uruçu. As colméias em exposição não estavam à venda. Ele recebe encomenda e presta assistência técnica.
A grande vantagem, segundo ele, é que estas abelhas não ferroam. São bastante dóceis e de fácil manejo. Por isso, dispensam o uso de roupas e equipamentos de proteção tais como macacão, luvas, máscaras e fumegadores, reduzindo os custos de sua criação e permitindo que essas abelhas sejam mantidas perto de residências e de criações de animais domésticos. Além disso, por não exigir força física e prolongada dedicação ao seu manejo, a criação de abelhas sem ferrão pode ser facilmente executada por jovens e idosos.
Ezequiel explica que, “como as abelhas são polinizadoras de plantas, cultivadas ou não, é importante que se atente para o fato de que, mais importante que o mel produzido por elas, é a polinização que promovem e que permite a produção de sementes por diversas plantas, muitas das quais extremamente úteis para o homem. Sem esse auxílio, muitas espécies de plantas deixam de produzir frutos e sementes, podendo inclusive serem extintas”.
Entusiasmado com a criação desse tipo de abelha, o bancário aposentado Manoel Pedroza encomendou dez colméias para instalar em sua residência, na zona rural. Ele diz que “a criação dessas abelhas e a sua exploração racional podem contribuir para a preservação das espécies e dar ao meliponicultor oportunidade de obter mel de ótima qualidade”.
As abelhas dependem das flores para sua sobrevivência, pois obtêm nelas os açúcares de que necessitam para obter a energia calórica, e o pólen é sua fonte de proteínas. Ezequiel afirmou que a região do Cariri oferece melhores condições para a criação de abelhas do que a região do Seridó, em razão da quantidade e variedade de flores.
FIQUE POR DENTRO
Agentes polinizadores de plantas nativas
As abelhas sem ferrão são os principais agentes polinizadores de várias plantas nativas. Preservar essas abelhas contribui, portanto, para conservar os mais diversos tipos de vegetação. Há muitos agricultores utilizando as abelhas sem ferrão na polinização de culturas agrícolas tais como urucum, chuchu, camu-camu, carambola, laranja, goiaba, limão, abacate, coco-da-bahia e manga. Essa prática, amplamente usada com as abelhas do gênero Apis (conhecidas como abelhas africanizadas ou abelhas africanas) e Bombus (as mamangavas), vem sendo utilizada até mesmo para cultivar morangos dentro de estufas.
Mais informações:
Ezequiel Roberto Medeiros de Macedo
Av. Dr. Fernandes, 387 - Centro Jardim do Seridó (RN)
(84) 3472.2459/ 9992.3459
Antônio Vicelmo
Repórter