Comunidade encena Paixão de Cristo
Escrito por
Redação
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Legenda:
ATORES DURANTE uma das cenas do espetáculo apresentado há 17 anos no Município
Foto:
Melquíades Júnior
Um espetáculo de fé, devoção, sofrimento cristão, em que a vida-morte-ressurreição é retratada na atmosfera religiosa que envolve o povo na história de Jesus Cristo. É dessa atmosfera cristã que mais de oito mil pessoas participam todos os anos no período da Semana Santa, através da encenação da Paixão de Cristo de Quixeré, Município a 198 km de Fortaleza. E em Limoeiro, as crianças da comunidade de Espinho também apresentarão a encenação.
O espetáculo de Quixeré, encenado desde 1986, conta com elenco de mais de 250 pessoas, entre atores e figurantes, em idades que variam de 10 a 60 anos, todos da própria comunidade, que, logo após o Carnaval, começa os preparativos e confecção de roupas e cenários. O local do espetáculo tem área de 10 mil metros quadrados e fica no bairro de Nova Morada, no pé da Chapada do Apodi. Em amplo palco de 200 metros, os atores vão mostrar por duas horas e meia, em 13 cenários e cerca de 30 cenas, a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a partir do seu nascimento. Sob o céu estrelado do sertão, o público inevitavelmente se confunde com os figurantes, passando a ser coadjuvante do povo que um dia seguiu os passos de Jesus na Palestina, há mais 2 mil anos.
A montagem especial da Paixão de Cristo é realizada pela Associação teatral Monsenhor Oliveira (Atmo), que tem no cabeleireiro Antônio Manoel Filho, um dos diretores, o principal idealizador e organizador do evento. Ele começou na década de 80 adaptando a literatura de Cordel para o teatro, até que em 1986 realizou a primeira encenação da Paixão de Cristo, que chega à 17ª edição, tendo parado por três anos por falta de dinheiro e apoio. Incentivo, que, segundo Antônio, ainda é muito escasso, já que por várias vezes terminam o espetáculo “devendo na praça”. A despesa de cada ano gira em torno de R$ 8 mil, com a confecção das roupas e cenários de madeira, ferro e pano.
“É muito amor e fé que fazem agente montar todos os anos a Paixão de Cristo. Existem leis de incentivo à Cultura, e se os políticos e as várias grandes empresas do agronegócio que atuam na Chapada do Apodi quisessem nos dariam apoio neste trabalho cultural”, afirma ele, que diz esperar também um maior apoio por parte da própria Igreja Católica. Neste período, Antônio Manoel divide os trabalhos em seu salão de beleza e a oficina de montagem da peça nos fundos. Nos últimos preparativos, os ensaios com os mais de 250 atores e figurantes estão sendo intensos para levarem o máximo de realismo e perfeição à “mais bela história da humanidade”.
O papel de Jesus será representado pelo ator Glaugo Jossoli, que revive o personagem pela quarta vez, enquanto a interpretação de Maria será feita pela atriz Maria Luzinete, que participa do espetáculo há 11 anos. Numa prova de engajamento social, não só a comunidade como as próprias autoridades municipais participam diretamente do evento a exemplo do secretário de educação e do próprio prefeito de Quixeré, Raimundo Nonato Guimarães Maia (Pitiúba), que viverá o papel de Simão Cirineu, aquele que ajuda Jesus a carregar a cruz até o calvário.
Entre um ato e outro, uma multidão movida pela fé caminha entre os cenários, transportando-se por algumas horas à época de Cristo, revivendo sua saga e renovando os sentimentos cristãos. Do Sermão á ressurreição, os olhos atentos acompanham com paixão o resultado de 20 anos, que transformou um sonho na realidade do maior teatro ao ar livre do Ceará.
Segundo o bispo da Diocese de Limoeiro do Norte, dom José Haring, apesar de um certo arrefecimento da população no que diz respeito à Semana Santa, quando muitos só vêem a perspectiva de um feriado, a participação dos católicos é muito boa, eles lotam as igrejas e se preparam para a Semana através da caridade, como as comuns visitas aos doentes, idosos, e acrescenta: “é muito importante nesse, como em todos os momentos, que todo esforço seja feito pela paz e harmonia, não só com os vizinhos, mas toda a comunidade”. Dom José informa, ainda, que só na segunda-feira estará pronta a programação religiosa para a Semana Santa.
SERVIÇO - Paixão de Cristo de Quixeré, Ingressos populares: R$ 3,00 — dias: 24, 25 e 26 de março.
O espetáculo de Quixeré, encenado desde 1986, conta com elenco de mais de 250 pessoas, entre atores e figurantes, em idades que variam de 10 a 60 anos, todos da própria comunidade, que, logo após o Carnaval, começa os preparativos e confecção de roupas e cenários. O local do espetáculo tem área de 10 mil metros quadrados e fica no bairro de Nova Morada, no pé da Chapada do Apodi. Em amplo palco de 200 metros, os atores vão mostrar por duas horas e meia, em 13 cenários e cerca de 30 cenas, a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a partir do seu nascimento. Sob o céu estrelado do sertão, o público inevitavelmente se confunde com os figurantes, passando a ser coadjuvante do povo que um dia seguiu os passos de Jesus na Palestina, há mais 2 mil anos.
A montagem especial da Paixão de Cristo é realizada pela Associação teatral Monsenhor Oliveira (Atmo), que tem no cabeleireiro Antônio Manoel Filho, um dos diretores, o principal idealizador e organizador do evento. Ele começou na década de 80 adaptando a literatura de Cordel para o teatro, até que em 1986 realizou a primeira encenação da Paixão de Cristo, que chega à 17ª edição, tendo parado por três anos por falta de dinheiro e apoio. Incentivo, que, segundo Antônio, ainda é muito escasso, já que por várias vezes terminam o espetáculo “devendo na praça”. A despesa de cada ano gira em torno de R$ 8 mil, com a confecção das roupas e cenários de madeira, ferro e pano.
“É muito amor e fé que fazem agente montar todos os anos a Paixão de Cristo. Existem leis de incentivo à Cultura, e se os políticos e as várias grandes empresas do agronegócio que atuam na Chapada do Apodi quisessem nos dariam apoio neste trabalho cultural”, afirma ele, que diz esperar também um maior apoio por parte da própria Igreja Católica. Neste período, Antônio Manoel divide os trabalhos em seu salão de beleza e a oficina de montagem da peça nos fundos. Nos últimos preparativos, os ensaios com os mais de 250 atores e figurantes estão sendo intensos para levarem o máximo de realismo e perfeição à “mais bela história da humanidade”.
O papel de Jesus será representado pelo ator Glaugo Jossoli, que revive o personagem pela quarta vez, enquanto a interpretação de Maria será feita pela atriz Maria Luzinete, que participa do espetáculo há 11 anos. Numa prova de engajamento social, não só a comunidade como as próprias autoridades municipais participam diretamente do evento a exemplo do secretário de educação e do próprio prefeito de Quixeré, Raimundo Nonato Guimarães Maia (Pitiúba), que viverá o papel de Simão Cirineu, aquele que ajuda Jesus a carregar a cruz até o calvário.
Entre um ato e outro, uma multidão movida pela fé caminha entre os cenários, transportando-se por algumas horas à época de Cristo, revivendo sua saga e renovando os sentimentos cristãos. Do Sermão á ressurreição, os olhos atentos acompanham com paixão o resultado de 20 anos, que transformou um sonho na realidade do maior teatro ao ar livre do Ceará.
Segundo o bispo da Diocese de Limoeiro do Norte, dom José Haring, apesar de um certo arrefecimento da população no que diz respeito à Semana Santa, quando muitos só vêem a perspectiva de um feriado, a participação dos católicos é muito boa, eles lotam as igrejas e se preparam para a Semana através da caridade, como as comuns visitas aos doentes, idosos, e acrescenta: “é muito importante nesse, como em todos os momentos, que todo esforço seja feito pela paz e harmonia, não só com os vizinhos, mas toda a comunidade”. Dom José informa, ainda, que só na segunda-feira estará pronta a programação religiosa para a Semana Santa.
SERVIÇO - Paixão de Cristo de Quixeré, Ingressos populares: R$ 3,00 — dias: 24, 25 e 26 de março.