Áreas com seca diminuem no Ceará em abril, aponta estudo do Monitor de Secas

Regiões como Sertão do Crateús e Cariri deixaram de fazer parte da seca relativa

Legenda: A seca fraca, segundo o Monitor das Secas, ocasiona a diminuição do plantio e crescimento de pastagens
Foto: Monitor de Secas do Nordeste

Áreas sem seca no território do Ceará cresceram no comparativo entre os meses de março e abril, segundo estudo do Monitor de Secas do Nordeste. Em relação ao mês de março, a faixa da seca fraca que ficava na metade do território cearense se encontra em abril em parte do Vale do Jaguaribe e Centro-Sul. Ainda segundo o estudo, as regiões como Sertão do Crateús e Cariri deixaram de fazer parte da seca relativa.

A seca fraca, segundo o órgão, ocasiona a diminuição do plantio e crescimento de pastagens. Os municípios pertencentes a esta faixa começam a apresentar déficits hídricos prolongados e o plantio quase não são recuperados. 

O estudo mostra também que no Ceará, os totais mensais de chuva variaram de normal a acima da normalidade em quase todo o estado, com exceção da faixa Centro-Norte, onde ocorreram desvios negativos de precipitação. Esta condição com predomínio de anomalias positivas de chuva, somado à melhora nos indicadores de curto e longo prazo, contribuíram para a redução da severidade da seca, que agora apresenta apenas condição de seca fraca, com impactos de longo prazo.

O levantamento é da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) em conjunto com outros institutos de meteorologia do Nordeste e coordenado pela Agência Nacional das Águas (ANA).

Outros tipos de seca

A seca moderada ocasiona perda de córregos, reservatórios ou poços com níveis baixos, algumas faltas de água em desenvolvimento. A seca grave representa perda total das pastagens programadas, escassez de água e restrições de água impostas. E a seca extrema gera grandes perdas das pastagens e a escassez de água é generaliza.

E a seca excepcional, gera perda total das plantações, escassez de água nos reservatórios, córregos e poços de água, criando situações de emergência.

Reservatórios

O Estado está com 39 açudes sangrando e outros 56 reservatórios com volume acima de 90%. Os maiores açudes do Ceará, como por exemplo, o Castanhão, principal reservatório a abastecer a Grande Fortaleza, tem 15,69% da capacidade máxima. Já o Orós, segundo maior açude do estado, tem 26,73% do volume máximo. E o Banabuiú está com 12,20%.

Monitor de Secas

O Monitor de Secas promove o monitoramento regular e periódico da situação da seca, por meio do qual é possível acompanhar sua evolução, classificando-a segundo o grau de severidade dos impactos observados.

O projeto é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), com o apoio da Funceme, e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos.