Em meio à nova articulação, vereadores de Fortaleza já discutem sucessão na Presidência da Câmara

Presidente Antônio Henrique é pré-candidato a deputado estadual, o que fortalece as tratativas de bastidores

Plenário da Câmara Municipal de Fortaleza
Legenda: Mal começou a Legislatura e os vereadores já começam a tratar de sucessão do presidente Antônio Henrique
Foto: CMFor

Os vereadores de Fortaleza estão iniciando um novo momento de diálogo com a Prefeitura da Capital, após mudanças na articulação política promovidas pelo prefeito José Sarto (PDT). Parlamentares aprovam a estratégia de aproximar as ações do Executivo dos vereadores, mas, no momento, outro tema começa a ocupar os bastidores da Casa: a sucessção de Antônio Henrique (PDT) na Presidência.

O movimento interno joga luz às tratativas políticas no grupo governista em um ano pré-eleitoral e envolve parlamentares de base e da oposição. As articulações podem envolver também possíveis acordos eleitorais de olho no pleito de 2022.

No fim de setembro, Sarto iniciou uma estrégia de aproximação com os vereadores e indicou seu então chefe de Gabinete, Elpídio Moreira, como coordenador de Articulação Políca. O movimento ocorreu após parlamentares da base demonstrarem insatisfação com o diálogo dispensado pelo Executivo à Casa. 

Pré-candidato a deputado estadual, Antônio Henrique passou, nas últimas semanas, a tratar do assunto ao ser procurado por vereadores que demonstram interesse em sucedê-lo como presidente do Legislativo Municipal. 

Bastidores

Esse movimento, no entanto, ainda não indica um nome de consenso a ocupar o cargo. A tradição na Casa é que o partido com maior bancada, no caso o PDT, permaneça com o comando, mas ainda é cedo para cravar.

Na legenda, o atual vice-presidente da Casa, Adail Júnior, e o atual líder do governo Sarto, Gardel Rolim, são cnomes "fortes" ao cargo.

Presidente Antônio Henrique em plenário da Câmara
Legenda: Presidente Antônio Henrique (PDT) é pré-candidato a deputado estadual
Foto: Érika Fonseca / CMFor

Um outro nome citado é o de Lúcio Bruno. Ele é próximo a ex-prefeito Roberto Cláudio, e se mantém ainda como articulador político nos bastidores. O parlamentar, que está licenciado do cargo, de acordo com assessoria, reassume o mandato de vereador em novembro.

A avaliação, inclusive, é que o grupo oposicionista poderia inclusive lançar uma candidatura própria. Tudo ainda no campo da possibilidade. 

Atuando como vice-líder, Léo Couto (PSB) também figura no grupo de possíveis substitutos. Ele afirma que é cedo para discutir o assunto, e que a prioridade tem de ser a vacinação contra Covid-19 na Capital. Léo é filho do ex-vereador Zé Maria Couto, que já presidiu o parlamento de Fortaleza.

Para Márcio Martins (PROS), líder da oposição na Casa, se os opositores não se sentirem representados por uma eventual candidatura proveninete da base, é possível sim que o grupo lance um nome.