Muitos candidatos não prestam contas

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Redação producaodiario@svm.com.br
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou ontem, através de seu sítio na Internet, os primeiros dados relativos à prestação de contas dos candidatos que participam do processo eleitoral de 2006. Do Ceará, o Tribunal recepcionou as prestações de contas de cinco dos seis candidatos a governador, de cinco dos seis candidatos ao Senado, de 56,79 % das prestações de contas dos candidatos a deputado federal e de 47,98 % das contas dos pretendentes a vagas na Assembléia Legislativa. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Ceará informou que vários candidatos estão dando entrada nas informações com atraso. Não haviam entregue a candidata ao Governo do Estado Salete Maria (PCO) e o candidato ao Senado Raimundão (PSTU).

Segundo o TRE, a parcial da prestação de contas do final da tarde de ontem mostrava que já haviam sido feitos 381 registros por parte de candidatos e 20 por parte de comitês, totalizando 401, de um total esperado de 794. O único partido que havia fechado em 100% a prestação de contas era o PFL. Foram informados dados de 33 candidaturas a deputado estadual, 6 para deputado federal, uma para senador e 3 de comitê financeiro. Nenhum candidato do PCO (5), do PSC (12) e do PTdoB (2) havia feito a entrega da prestação de contas. Pela Lei Eleitoral, os candidatos deveriam ter divulgado no último domingo um primeiro relatório discriminando receitas e gastos da campanha.

De acordo com os dados divulgados pelo TSE, os candidatos ao governo do Estado Cid Gomes (PSB) e Lúcio Alcântara (PSDB) não haviam arrecadado nem 10% do valor indicado pelos dois como previsão de gastos, que foi de R$ 20 milhões. Enquanto Cid informou receitas de R$ 755.036,24, Lúcio informou uma arrecadação de R$ 1.261.686,95. José Maria de Melo (PL), que pretende gastar R$ 2 milhões, informou na parcial uma arrecadação de R$ 12.000,00. Tenente Cel. Gondim (PSDC) recebeu R$ 5.000,00 dos R$ 800 mil que pretende gastar e Renato Roseno (PSOL), que prevê gasto total de R$ 500 mil, arrecadou R$ 6.452,28.

DEPUTADOS - Dentre os candidatos a deputado federal, quem mais arrecadou foi Ciro Gomes (PSB), que informou receitas de R$ 500 mil e despesas de R$ 382.389,42. Ele foi seguido por Eunício Oliveira (PMDB), com R$ 300 mil de arrecadação e R$ 74.562,50. O terceiro em arrecadação, na primeira parcial, é Marco Prado (PSDB), com R$ 200 mil de receitas e R$ 110.941,50 de despesas. Fecham a lista dos cinco maiores arrecadadores Léo Alcântara (PSDB), com R$ 96 mil de receitas e R$ 57.659,65 de despesas, e José Nobre Guimarães (PT), com R$ 77.700,00 de receitas e R$ 58.811,79 de despesas.

Dentre os 92 candidatos a deputado federal que figuraram na prestação de contas divulgada pelo TSE, 50 não informaram dados relativos a receita e despesa. No relatório entregue à Justiça Eleitoral, não consta nenhuma movimentação financeira relativa à campanha. Dentre eles estão os deputados federais Almeida de Jesus (PL), Marcelo Teixeira (PSDB) e Arnon Bezerra (PTB), o deputado estadual José Maria Pimenta (PL) e o vice-prefeito de Fortaleza, Carlos Veneranda (PSB).

Dois candidatos, Antônio Ferreira da Silva, o Ferreirinha (PHS), e João Bosco (PSB), foram os únicos a informar despesa maior que a receita registrada na contabilidade. O primeiro apresentou despesa de R$ 965,50 para uma receita de R$ 900, ao passo que o segundo informou despesa de R$ 7.892,00 para uma arrecadação de R$ 3.700,00.