Manifesto explicita as posições das lideranças

Os novos dirigentes do Legislativo municipal deverão ser eleitos no início do próximo mês, mas assume em janeiro

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Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Acrísio Sena buscou o apoio de vários líderes partidários para o lançamento do manifesto e dar uma luz à eleição da nova direção da Câmara
Foto: FOTO: ALEX COSTA

Um manifesto assinado por diferentes líderes partidários da Câmara Municipal de Fortaleza com a relação das principais demandas que a futura composição da Mesa Diretora deve colocar como prioridades será lançado hoje, revelando o aprofundamento nas discussões voltadas para a definição do presidente do Legislativo para o próximo biênio. A expectativa dos parlamentares é que, a partir de agora, o debate sobre os nomes avance na reuniões internas.

O vereador Acrísio Sena (PT), idealizador do manifesto, explicou que a intenção de lançar o documento antes da definição do nome foi mostrar para a sociedade todos os elementos que o futuro presidente da Casa deve assumir como compromisso para garantir o fortalecimento da Câmara. Na avaliação do petista, a relação das demandas irá contribuir, inclusive, com o desejo de se chegar a um consenso.

Avançar

"O manifesto tem o objetivo de buscar que a nova Mesa Diretora amplie os canais de comunicação com diversos segmentos da sociedade. A intenção é construir uma composição de unidade para o próximo biênio, mas a gente acha que tem algumas questões que precisam ser jogadas para que a nova Mesa priorize a regulamentação. Tem alguns pressupostos para a gente alavancar como a participação cidadã na Câmara Municipal", explicou o parlamentar.

Lançado o manifesto, Acrísio Sena acredita que as próximas reuniões buscarão discutir os melhores nomes para assumir o projeto desejado no manifesto. "A gente fez questão de primeiro formar e construir os preceitos básicos para definir o nome. Depois desse manifesto, o próximo passo é reunir os nomes que estão postos e tentar reduzir a lista até chegarmos a um consenso(?) Vamos ouvir o colegiado para tentarmos chegar a um consenso sobre o melhor nome", pontuou ao acrescentar que, apesar de não almejar o cargo de presidente, o PT busca um lugar na Mesa.

Na semana passada, os vereadores Carlos Mesquita e Didi Mangueira, que também participam de reuniões sobre o tema, afirmaram ao Diário do Nordeste acreditar que o processo de escolha do nome para assumir a presidência deva avançar para o consenso após o lançamento do manifesto.

O documento é assinado por outros treze vereadores, sendo eles os petistas Deodato Ramalho e Guilherme Sampaio, Carlos Mesquita (PMDB), Capitão Wagner (PR), Evaldo Lima (PCdoB), Márcio Cruz (PROS), Bá (PTC), Zier Férrer (PMN), Didi Mangueira (PDT), Gelson Ferraz (PRB), José do Carmo (PSL), Eulógio Neto (PSC) e Paulo Diógenes (PSD).

O líder do prefeito Roberto Cláudio na Câmara, vereador Evaldo Lima (PCdoB), ressaltou que o documento é assinado tanto por membros da situação quanto por vereadores da oposição e defendeu que o nome do presidente do Legislativo para o próximo biênio deve justamente assumir o papel de agregador dos diferentes interesses partidários presentes na Casa.

"A questão fundamental é mostrar a importância da Câmara como instrumento democrático e de pluralidade. São assinaturas tanto da oposição quanto da base de sustentação. Mais importante que o nome interessa definir o perfil com capacidade política, com capacidade de articulação (?) É importante o presidente da Câmara pairar acima do antagonismo entre a base aliada e oposição" frisou, ao analisar que a eleição consensual seria fundamental para alcançar esse objetivo.

No manifesto, foram listadas sete prioridades voltadas principalmente para o aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência da Câmara Municipal. "Nesta linha, a Câmara precisa levar adiante a modernização de seus processos de transparência, mantendo a tradição de sair na frente e dar o exemplo. É justamente esta transparência, esta abertura à fiscalização, que mantém a Câmara Municipal de Fortaleza como referência nacional", destaca o documento.

Entre as prioridades que devem ser executadas pela nova Mesa Diretora estão a efetivação da participação cidadã, colocando em prática elementos já previstos na Lei Orgânica da Casa, além da abertura e transparência, aprimorando o cumprimento da lei de acesso à informação e o trabalho da Ouvidoria no contato direto com a população. O manifesto cobra o fortalecimento da autonomia e harmonia entre os poderes, apostando na independência da Câmara.