Eduardo Pazuello confirma que Bolsonaro analisa substituição no Ministério da Saúde

Em coletiva nesta segunda (15), o titular da Pasta confirmou reuniões para renovação no cargo e citou novos contratos para vacinas

Pazuello confirma conversas para mudanças no Ministério da Saúde
Legenda: O atual Ministro da Saúde disse que não deve desistir do cargo e citou compra de doses de vacinas da Pfizer e da Janssen
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmou, durante coletiva nesta segunda-feira (15), que as tratativas do presidente Jair Bolsonaro para substituição no comando da Pasta estão, de fato, acontecendo.

"O presidente está pensando na substituição e avaliando nomes. É continuidade na missão, não é rompimento. Nós faremos a transição de forma correta, quando nos for determinado", apontou. 

Questionado diversas vezes sobre os movimentos políticos de Bolsonaro na questão, que já chegou a apontar Ludhmila Hajjar para o cargo, Pazuello afirmou não ter a intenção de desistir da função neste momento.

"Eu não vou pedir para ir embora, não é da minha característica. Isso não é um jogo, não é uma brincadeira. Não pode ser levado da forma que está sendo colocado. Nós estamos trabalhando em conjunto com o governo", disse ao refutar a hipótese de desgaste na relação com o chefe do executivo.

Ainda no domingo (14), a assessoria do ministro afirmou que Bolsonaro ainda não havia pedido o cargo, mas os rumores da substituição já estariam circulando pelo Palácio do Planalto.

Vacinas compradas

Além do comando da Pasta, Pazuello voltou a falar sobre a compra de vacinas destinadas ao Plano Nacional de Imunização no Brasil. Segundo ele, o Ministério da Saúde fechou acordo com as farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Janssen. Em números, 100 milhões de doses devem vir da Pfizer, enquanto outros 38 milhões virão da Janssen.

Ao todo, ele analisa, existem 562,9 milhões de doses asseguradas pelo Governo com entregas previstas para ocorrerem ao longo de 2021. "Óbvio que tem mais vacina do que brasileiro, mas essas vacinas se mantêm na validade para 2022. E nós temos que ter estoque", pontuou.

Sobre a vacinação, o ministro também citou os imunizantes adquiridos pelo Consórcio Nordeste. O combinado, ainda de acordo com Pazuello, é de que as 37 milhões de doses sejam encaminhadas ao Plano Nacional de Imunização (PNI).

"O contrato é assinado por eles e é trazido para que o Ministério receba essas doses, financie essas doses e as distribua pelo PNI", apontou. 

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