Com críticas ao Congresso, apoiadores de Bolsonaro realizam ato pró-Governo em Fortaleza

Mesmo com a recomendação do Ministério da Saúde de cancelar ou adiar eventos com aglomerações por conta do coronavírus, protestos ocorreram em todo o País

Legenda: Na Praça da Imprensa, grupos de apoiadores de Bolsonaro participam do ato pró-Governo
Foto: Foto: José Leomar

Centenas de manifestantes participam de ato em apoio ao Governo Bolsonaro na tarde deste domingo (15), em Fortaleza. Na Praça da Imprensa Chanceler Edson Queiroz, no bairro Dionísio Torres, grupos de apoiadores do presidente realizam protesto, mesmo com recomendações do Ministério da Saúde de que eventos com aglomerações fossem adiados ou cancelados por conta dos efeitos da pandemia de coronavírus no País. 

Com pessoas de caras pintadas de verde e amarelo e outras usando máscaras cirúrgicas também pintadas com as mesmas cores, o ato, segundo a organização, tem como pautas principais o apoio ao Governo Bolsonaro e críticas ao Congresso Nacional. Os deputados estaduais André Fernandes e Delegado Cavalcante, ambos do PSL, acompanham a manifestação.

Os grupos organizadores do ato no Ceará são Conexão Patriota, Endireita Fortaleza, Consciência Patriótica e Oração por Bolsonaro. Não há estimativa oficial de público. Segundo o vice-presidente do grupo Conexão Patriota, Roberto Barros, a crítica não é ao Congresso como instituição legislativa mas contra atos de congressistas.

"Nada contra o Congresso em si, o Congresso é importante, tem seu trabalho, mas não pode achar que tudo que o Congresso faz é certo. A gente tem direito de criticar os atos errados que a gente acredita que o Congresso esteja fazendo", afirmou.  

Coronavírus 

Mesmo com recomendações do Ministério da Saúde de cancelar ou adiar eventos com mais de 100 pessoas em todo o País, apoiadores do presidente decidiram manter o ato que, durante a semana, chegou a ser suspenso. Na semana passada, em pronunciamento de TV e rádio, o presidente Bolsonaro recomendou que os atos fossem "repensados" pelo avanço do vírus no Brasil. Neste comingo, o presidente também participou de manifestação em Brasília. 

Legenda: Pessoas com máscaras cirúrgicas pintadas de verde e amarelo durante a manifestação
Foto: Foto: José Leomar

Sobre a manutenção do ato mesmo com a recomendação do Ministério, a autônoma Roseane Raia, que participa do protesto em Fortaleza, disse que "nós temos vírus piores, o Rodrigo Maia, o Alcolumbre, o Congresso - alguns do Congresso, a maioria -, o PT. Nós passamos por riscos muito maiores do que o coronavírus". 

Segundo Roberto Barros, do Conexão Patriota, o evento foi organizado com medidas de precaução. "Estamos tomando uma série de precauções. Avisamos que quem estivesse doente não viesse, distribuímos algumas máscaras, evitar contato". 

A empresária Magali Vaz, por sua vez, afirmou que o que a incentivou a participar foram decisões do Congresso e o voto no atual presidente. "Estou aqui porque votei no Bolsonaro. Nós estamos num presidencialismo, não num parlamentarismo", defendeu. Ela acrescentou também que, mesmo com a recomendação do presidente de adiar os protestos, o povo preferiu ir às ruas. "É esse o recado que estamos querendo passar: quem manda é o povo".

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