A eterna 'lua-de-mel' do Governo Federal

Escrito por Humberto Mendonça ,
Empresário
Legenda: Empresário

Neste artigo abordarei as raízes portuguesas presentes na origem, colonização e desenvolvimento do povo brasileiro. A Portugal devemos muitas coisas boas, A começar pela herança da Igreja Católica que nos foi transmitida pelos nossos colonizadores lusitanos, parceiros que foram dos padres jesuítas, estes os primeiros professores que atuaram no Brasil.

Com a evolução das navegações, Portugal se consolidou como uma grande nação do Continente Europeu. Aos irmãos lusos somos devedores da imensa extensão territorial deste Brasil continental, cheio de riquezas naturais e habitado por um povo bom, trabalhador e ordeiro. Temos grande carinho pelo povo português. E a recíproca é verdadeira. Nós, brasileiros, sempre gozamos de um carinho todo especial, quando visitamos a Portugal. Lá, nos sentimos em casa. Até parece que portugueses e brasileiros formam um só povo, uma grande família, graças a Deus.

O restante do continente, na parte sul-americana, colonizada pelos espanhóis, não desfrutam dessa afinidade e do clima amigável existente na civilização luso-brasileira. Nossa própria história prova o que afirmo. Com a redemocratização do Brasil, em 1945, após o fim da ditadura de Getúlio Vargas, tivemos o retorno do período democrático. Surgiram novos partidos: a União Democrática Brasileira–UDN, liderada pelo Brigadeiro Eduardo Gomes; o Partido Social Democrático–PSD, com Gustavo Capanema; o Partido Trabalhista Brasileiro– PTB, com Getúlio Vargas; o Partido Social Progressista–PSP, capitaneado por Ademar de Barros; o Partido Comunista Brasileiro–PCB, tendo como chefe Luís Carlos Prestes e o Partido de Representação Popular–PRP, movimento integralista, fundado por Plínio Salgado.

Naquele período, o Brasil era uma democracia plena, com suas divergências naturais, como as existentes em qualquer família. Mas todos os partidos convivíamos de forma respeitosa e democrática. Já depois da redemocratização com o fim do período militar iniciado em 1964, a coisa veio diferente. Surgiu o Partido dos Trabalhadores–PT, fruto da parceria de parte da elite intelectual, com uma parcela (dita “progressista”) da Igreja Católica, e parcela da juventude influenciada por essa união da parcela intelectual com a Teologia da Libertação da Igreja Católica.

Antes de me referir a algumas “marcas” do atual governo federal – que tem sido as constantes viagens internacionais – lembro dos escândalos das administrações passadas: os escândalos do “Mensalão” e do “Petrolão”. São feridas que continuam abertas, por maculado os princípios constitucionais da independência que devem existir nos três poderes republicanos. No atual governo, o Presidente eleito nem propostas ou projetos de governo apresentou durante a campanha eleitoral. Até parece, sua eleição já estava “garantida”. O que vimos, até agora, foi a “cooptação” de deputados e senadores para garantir a sustentabilidade política do atual governo. Segundo os bem informados, bilhões de reais, referentes a “emendas parlamentares” já foram liberados. Superando, em muito, as emendas parlamentares liberadas nas administrações anteriores.

Com o decorrer do tempo, essa mistura transformou-se em uma seita que pregava a democracia e teve um crescimento nas urnas. Pregando claramente o seu objetivo era transformar o Brasil num país socialista como aconteceu em Cuba. Como seria feito isso ainda é uma incógnita se considerarmos a índole pacífica e o apego que os brasileiros têm pela família e pela religião tradicional. Veio a quebra da paz política que sempre reinou em nossa patrícia. Difundiu-se a luta de classe, o famoso “nós contra eles”. Os governos petistas sempre

governaram mais voltado para os interesses do seu partido do que com a vocação de grandiosidade existente no Brasil, desde a origem da nossa pátria.

Todos podemos discordar de algumas realizações dos governos militares nos anos 1964–1986. Mas ninguém pode negar: havia um plano de governo priorizando o crescimento da nossa economia. Ao lado disso houve aumento da arrecadação tributária; construíram-se grandes obras como a ponte Rio-Niterói, as petroquímicas, as hidrelétricas (Itaipu é a maior delas) e a rodovia Transamazônica. Criou-se o Funrural, que hoje distribui um salário até a quem nunca havia contribuído para a Previdência Social. Diferente foi na última campanha eleitoral de 2022. O candidato vitorioso tinha como meta principal baixar o preço da “picanha” para esta ser degustada com uma “geladinha”. Promessa, aliás, não cumprida até agora...

Analisando o histórico em sua passagem pelo poder, o PT perdeu muito dos seus históricos fundadores. Alguns discordavam da maneira petista de administrar o país. Alguns diziam que faltavam com o respeito até para os fundadores. Não houve o surgimento de novas lideranças. Tanto é verdade, que desde a sua fundação, o seu único líder do PT é o sr. Lula da Silva. A sua convivência com os demais partidos políticos, praticamente não existe. A única convivência que o PT tem, são com aqueles que tem o seu DNA esquerdista, e que também tem filosofia de ver esta nação verde e amarela exaltando ditaduras como a de Cuba, da Nicarágua e da Venezuela.

Praticamente, a grande maioria dos países comunistas foram conquistados através de muito derramamento de sangue de milhares de mortos. A China, através do seu líder Mao Tsé-Tung implantou o regime comunista nessa base, o que ainda perdura até hoje. A China só evoluiu -na área econômica. Mostrando para o mundo que só a economia de mercado é a solução para o bem de todos.

Nos regimes socialistas, só quem vive bem é a elite dirigente. Cuba, antes da ascensão da família Castro era um país economicamente fort. Hoje é o fracasso que todo mundo sabe. Quando o comunismo lá se implantou, foi prometendo liberdade completa para o seu pov. O que nunca foi concretizado. Hoje, decorridos mais de 60 anos, desde a implantação do “socialismo”, o que reina é a fome, só doenças e muitos presos político. Recorrendo ao Brasil através de empréstimos milionários do BNDES, ao invés de se socorrerem junto à Rússia ou a China, Cuba é uma ilha miserável.

Infelizmente essa guerra entre Israel e o Hamas, tem mudado as atenções do nosso povo, para a crise que se instalou ultimamente no Brasil. Nossa economia já começa a sofrer reflexos com fechamentos de empresas. A economia é uma ciência exata, nela não existe “mais ou menos”. Lula, nesse seu terceiro mandato, nem parece já ter governado esse grande país. Começa aumentando os ministérios de 22 para 39. Diante de todo esse quadro, o atual Presidente sequer conhece 80% dos seus ministros. E estes, na sua maioria, ainda não foram recebidos por Lula.

As suas viagens ao exterior, é uma coisa desconforme, tanto pela quantidade, como pelos gastos astronômicos e que em nada têm contribuído para o país. Apenas é utilizada para a sua imagem pessoal. Pois os custos com passagens, hospedagens e suas comitivas, não ajudaram a melhorar a imagem do Brasil no exterior.

Para encerrar, quero citar um dos seus anônimos ministros, que esteve aqui no Ceará, de nome André de Paulo, Ministro da Pesca e Agricultura. Vejam a sua mensagem ao povo cearense, conforme o jornal “O Povo” de 29 de julho: “Assistir Lula fazer política é como ver “Messi” jogar”. Uma bajulação dessa deve ter gerado grande ciumeira no grupo petista, conhecido por suas invejas internas... Dá a impressão de que o governo federal vive na “lua de mel” dos primeiros dias... E lá já se vai quase um ano....

Humberto Mendonça é empresário

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