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Obras da usina de GNL previstas para 2018

Reunião realizada ontem definiu modelo societário e os próximos passos do empreendimento

Escrito por
Murilo Viana - Repórter producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 18:02, em 20 de Abril de 2017)
Legenda: Agenda da comitiva de coreanos da Kogas incluiu reuniões com a Cegás e com o governador Camilo Santana

O projeto para a instalação de uma usina de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) em terra firme no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) está caminhando a passos seguros, segundo o secretário de Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Antônio Balhmann, que já projeta quando o empreendimento deve começar a ser construído. "Segundo uma prévia - o cronograma vai ser definido ainda - nós avaliamos que vai precisar de pelo menos um ano para começarmos essas obras", afirmou.

Balhmann participou ontem de uma reunião com mais de três horas de duração com as diretorias da Korea Gas Corporation (Kogas) e da concessionária Companhia de Gás do Ceará (Cegás), que estão à frente do projeto da usina de regaseificação. Também esteve no encontro, que ocorreu na sede da Cegás, o secretário da Infraestrutura do Estado (Seinfra), Lúcio Gomes.

Na comitiva de coreanos que vieram ao Ceará, esteve o vice-presidente da Kogas, Su-Seog Ko, "em uma demonstração evidente de que a Kogas está querendo avançar no projeto", avaliou Antônio Balhmann. A agenda também incluiu um sobrevoo no Cipp e um encontro com o governador Camilo Santana.

Definições

Na reunião de ontem, segundo o secretário de Assuntos Internacionais, foram estipuladas previsões para as fases que antecedem as obras. "Quando o estudo de viabilidade da usina estiver pronto, o que vai levar de quatro a seis meses, vamos fazer o projeto básico e o estudo de meio ambiente", destacou Balhmann.

Também foi definido ontem o modelo societário do empreendimento, que além da Cegás e Kogas, incluirá outros dois agentes, que podem ser um fundo de investimento e uma outra empresa, segundo o secretário. A definição desse cenário ficará a critério da concessionária cearense e da empresa coreana.

O Diário do Nordeste apurou que uma forte candidata a integrar a sociedade é a Mitsui Gás, que já detém participação acionária na Cegás e é uma das parceiras da Kogas em um projeto semelhante ao previsto para o Cipp no México.

Grupo de trabalho

"Outro ponto fundamental da reunião é que foi criado um grupo de trabalho dividido em parte técnica e parte administrativa. A parte técnica vai trabalhar no projeto do terminal de regaseificação. A parte administrativa vai trabalhar em cima do financiamento e da licenças do meio ambiente e outras licenças", acrescenta o secretário Antônio Balhmann.

Com um investimento estimado entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões, a usina fixa de regaseificação de GNL tem capacidade prevista de produção de 6 milhões de metros cúbicos (m³)/dia, ampliáveis para 12 milhões de m³/ dia. O governo do Estado já havia assinado um Memorando de Entendimento com a empresa em setembro do ano passado para a instalação da unidade no Cipp.

Navio substituído

Já existe na região uma usina de regaseificação da Petrobras a bordo de um navio, ancorado no Porto do Pecém. No ano passado, o navio Golar Spirit foi substituído pelo Experience, que atracou no porto no dia 5 de junho, vindo da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A estatal fez a substituição "com o intuito de otimizar o uso de sua frota de navios regaseificadores", afirmou, em nota.

O Experience, além de conter diferenças técnicas em relação à embarcação anterior, tem mais que o triplo da capacidade de produção (22,5 milhões de m³/dia) que o Golar Spirit (7 milhões de m³/dia). No ano passado, a Petrobras disse que o terminal faz parte do conjunto de ativos da estatal que estão à venda.

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