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Hub: Ceará faz plano de ação para cada gargalo

Estudo da consultoria Arup, encomendado pela TAM, foi base para montar estratégia de superação de problemas

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Obstáculos apontados no último estudo feito a pedido da companhia aérea 'são plenamente solucionáveis', segundo secretário André Facó
Foto: Foto: JL Rosa

O último estudo que apontou os potenciais de Fortaleza para receber o hub da TAM, conforme informou o titular da Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), André Facó, também indicou o caminho para o governo do Estado elaborar uma estratégia de superação. Tudo aquilo que foi apontado pela consultoria internacional Arup como obstáculo para a instalação do centro de conexões de voos da companhia aérea no Aeroporto Internacional Pinto Martins vem sendo trabalhado na perspectiva de superação.

"Fizemos uma plano de ação em cima de cada gargalo apresentado pelo estudo da Arup, demonstrando para a TAM com prazos e atividades que os obstáculos são plenamente solucionáveis", revela o secretário, sem detalhar especificamente - e estrategicamente - o que está sendo planejado pelo Estado.

O último relatório encomendado pela própria TAM aponta a necessidade da chamada expansão orgânica do aeroporto, além do aumento da área de terminal de passageiros, da construção de um píer em continuidade ao terminal atual e pela elevação da capacidade de voos, dos atuais 27 movimentos por hora para o padrão internacional de 40 movimentos por hora.

Diante dos desafios apontados, Facó ressalta ainda a certeza de o aeroporto de Fortaleza ser a "melhor opção para a instalação do hub e por isso, estamos confiantes da escolha do nosso Estado para receber o empreendimento". Ele ainda pondera que não é do interesse do governo criar ou atiçar rivalidades.

Concorrentes

Apontada como a cidade com menores chances de o hub da TAM ser instalado nos dois estudos elaborados a pedido da companhia aérea no estudo da Arup - por conta dos gastos e das necessidades de mudanças -, Recife está se esforçando ao máximo para reverter a situação e vencer a disputa com Fortaleza e Natal.

Até o fim deste mês, autoridades municipais e estaduais pernambucanas em parceria com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero, responsável pela administração do Aeroporto Internacional Gilberto Freyre) devem apresentar um estudo detalhando todo o modelo de funcionamento do equipamento no aeroporto da capital pernambucana.

A ideia é dinamizar qualquer dúvida sobre o funcionamento do hub, vide que a gestão seria independente. O aeroporto de Recife é o único dos três visados pela companhia aérea que não tem previsão de ser concedido para a iniciativa privada.

O Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, já é administrado por uma empresa privada. Já o de Fortaleza deve ser concedido à iniciativa privada no próximo leilão, de acordo com o último plano de logística do governo federal.

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