Aos 87 anos de idade, a contadora aposentada Maria Ivone da Silva ainda possui muita disposição para trabalhar. Nem a dificuldade de mobilidade, adquirida recentemente por problemas de saúde, a faz desistir de sua atual atividade. Ela é revendedora de produtos de beleza, hidratantes, perfumes, entre outros itens da marca Jequiti. Dona Ivone se aposentou em 1983 e ainda trabalhou com contabilidade durante mais dois anos.
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"Eu continuei ajudando no escritório, colocando as escritas em dia, mas sem vínculo. Mas eles me pagavam direitinho", assegura a aposentada.
Depois desse tempo, ela diz que procurou sempre fazer algo para "ocupar a mente". "Já faz um tempo que vendo cosméticos. É uma atividade que a gente conhece muitas pessoas, faz amizades. E ainda dá para melhorar a renda", afirma. A contadora aposentada recorda que quando se aposentou o benefício era mais que suficiente. "Para ter ideia, me aposentei ganhando sete salários de referência. Depois recebi uma carta do INSS dizendo que meu benefício ficaria em 5,83% do salário mínimo. Mas se fosse verdade, hoje eu estaria recebendo em torno de R$ 4 mil, mas só recebo atualmente R$ 1.900. Até solicitei um reajuste à Previdência, mas na carta foi negado". Conforme Dona Ivone, além de gostar de trabalhar, a atividade também ajuda a complementar o orçamento. "Procuro aumentar minha renda porque quando a gente envelhece gasta mais. E eu tenho um problema no menisco, por isso ando de bengala. Mas já foi pior. Cheguei a usar cadeira de rodas", conta, sonhando em voltar a andar sem muletas. (AC)