CE negocia usina de dessalinização com sul-coreana
Assessor de Assuntos Internacionais visitou planta da Doosan Heavy Industries & Construction
Ao mesmo tempo que o governador Camilo Santana anuncia o investimento de R$ 3,6 milhões na aquisição de novas perfuratrizes para o programa de perfuração de poços profundos no Interior, o assessor de Assuntos Internacionais do governo cearense, Antonio Bahlmann, informou ontem de contatos feitos na Coreia do Sul visando a parceria de uma empresa daquele país para a instalação de uma usina de dessalinização de água do mar no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).
Depois de visitar uma unidade semelhante à planejada para o Ceará na cidade de Busan - com capacidade de dessalinizar e tratar 45 milhões de litros por dia -, Bahlmann reuniu-se com empresários e representantes da Doosan Heavy Industries & Construction, proprietária da usina visitada pelo assessor.
Conforme divulgou o governo do Estado, Balhmann participou ainda de uma reunião com o vice-presidente da Doosan, Sang-Woo Byun e com a área técnica da empresa. O encontro teve como principal pauta a possibilidade de instalação de um projeto de dessalinização da água do mar em Pecém. As conversas devem continuar em breve, pois está prevista a vinda de uma comitiva da Doosan Heavy Industries & Construction ao Ceará em novembro deste ano.
Custos
Uma das vantagens de negociar com a empresa sul-coreana é que ela domina a tecnologia de trato da água que, além de dessalinizar, também a deixa própria para o consumo humano. Em relação ao custo estimado para a usina no Ceará, Bahlmann informou que os representantes da Doosan vão discutir com o Governo cearense na visita planejada para este ano, após serem apresentados às necessidades locais para o projeto.
Em agosto, o governador Camilo Santana comentou sobre os custo de um projeto de dessalinização da água no mar para o Pecém e foi cauteloso devido ao volume de dinheiro necessário para tornar a usina capaz de executar a tarefa. "Nós estamos analisando ainda o custo dessa água. É muito cara. Estamos negociando, mas estamos querendo dar celeridade a isso", afirmou na época.
"O Complexo Industrial e Portuário do Pecém precisa de no mínimo 2 metros cúbicos (2 mil litros) por segundo. Para você ter uma usina para produzir 1 mil litros, no mínimo, é necessário um investimento de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões. E não é só o investimento, é a operação e o custo dessa água", estimou o chefe do Executivo cearense.