Saiba quais as quatro cidades do Ceará que atingiram o nível de alerta ‘novo normal’ para a Covid

Ceará conta ainda com outros 26 municípios em alerta de transmissão ‘moderado’ para o coronavírus, 56 em ‘alto’ e 98 em ‘altíssimo’

circulação pessoas
Legenda: Os cuidados de prevenção viral devem ser mantidos por todos, inclusive entre as pessoas já vacinadas.
Foto: Helene Santos

Com o atual controle do cenário pandêmico no Estado, o Ceará possui quatro municípios no nível de alerta "novo normal" para a covid-19: Barroquinha, General Sampaio, Palmácia e Pentecoste. As informações, correspondentes às semanas epidemiológicas 27 e 28 - entre 4 a 17 de julho -, foram obtidas na plataforma IntegraSUS neste sábado (24).

De acordo com a epidemiologista, virologista e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Caroline Gurgel, o "novo normal" é uma expressão comumente utilizada para representar a adaptação das atividades cotidianas em relação à pandemia.

Gurgel reitera ainda que, para manter este contexto a longo prazo, é necessário que a população tenha a responsabilidade de se manter firme frente às medidas sanitárias. Afinal, segundo ela, sem uma fiscalização adequada, as pessoas tendem a relaxar o uso das máscaras de proteção e a realizar aglomerações.

Além disso, o Ceará conta com outros 26 municípios em alerta de transmissão "moderado" para o novo coronavírus, 56 em "alto" e 98 em alerta "altíssimo" - este último inclui a capital Fortaleza.

Para analisar os níveis de cada localidade, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) considera o índice de ocupação de leitos, as taxas de letalidade da doença e o percentual de positividade dos exames de diagnóstico.

Conheça as classificações de risco

Novo Normal (nível 1)

Taxa de ocupação dos leitos menor que 70%; taxa de letalidade menor que 160; e percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 menor que 25%.

Moderado (nível 2)

Taxa de ocupação dos leitos entre 70% e 80%; taxa de letalidade entre 1% e 2%; e percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 entre 25% e 49,9%.

Alto (nível 3)

Taxa de ocupação dos leitos entre 80,1% e 95%; taxa de letalidade entre 2% e 3%; e percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 entre 50% e 75%.

Altíssimo (nível 4)

Taxa de ocupação dos leitos maior que 95%; taxa de letalidade maior que 3%; e percentual de positividade de testes para diagnóstico de Covid-19 maior que 75%.

A atual contenção das infecções, internamentos e óbitos ocasionados pela Sars-Cov-2 ocorre, possivelmente, devido ao comportamento do vírus, assim como em outras doenças. “Toda onda é igual: segue devagar, logo após tem uma explosão de casos, um pico, estabilização e depois queda”, comenta a epidemiologista.

Terceira onda

Questionada sobre a possibilidade de uma terceira onda no Ceará, Caroline Gurgel esclarece que isso varia de acordo com as taxas de infecção e de pessoas suscetíveis, bem como com o avanço da vacinação e da adoção dos cuidados de prevenção. “É natural uma distribuição heterogênea de doenças, teremos locais com maior probabilidade ou não”.

A terceira onda vai ser uma realidade se nada do que aprendemos for aplicado na prática. A OMS [Organização Mundial da Saúde] já declarou que está em movimento uma nova onda. [A variante] Delta vem com força e potencial superior de transmissão. Os EUA já possuem centenas de casos [dela] e mais de 50 países estão em alerta, [mas] aqui no Brasil sempre se paga para ver no que dá
Caroline Gurgel
Epidemiologista e professora da UFC

Gurgel conclui que as infecções pela Sars-Cov-2 somente serão evitadas com a imunização rápida e em massa da população, além do uso constante de máscaras e de álcool em gel.

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