ONG de proteção ambiental faz campanha para não encerrar atividades

Há sete anos, o Instituto Verdeluz contribui na conservação ambiental de Fortaleza de maneira voluntária

Legenda: Instituto Verdeluz está com dificuldades para se manter devido à pandemia
Foto: Fabiane de Paula

Em 2013, nascia o Instituto Verdeluz, entidade que busca a reconexão do ser humano com a natureza, que em sua trajetória apresenta um trabalho ativo de proteção e conservação ambiental de 9280 hectares na região de Fortaleza. No entanto, após sete anos de Verdeluz, a organização não governamental (ONG) tem sua existência ameaçada. Por isso, no dia 15 de outubro, a ONG lançou a campanha de arrecadação “Seja Verde e Luz”, em suas mídias sociais, buscando angariar fundos para se manter de portas abertas.

“Sem os recursos provenientes da campanha a situação do Verdeluz e de suas ações se torna incerta”, afirma Carlos Henrique, diretor de captação do Instituto Verdeluz. Segundo ele, a campanha já era uma necessidade do Instituto que trabalha de forma 100% voluntária, tendo seus custos arcados pelos 65 voluntários que o Instituto possui e por meio de doações pontuais.

Uma das alternativas de captação de recursos promovidas pelo Instituto envolve aproximação física, como vendas de produtos em eventos, trilhas ecológicas e cursos presenciais. Com o atual quadro pandêmico enfrentado mundialmente, as doações e arrecadações têm diminuído. Segundo Carlos, as ações de arrecadação de verbas da ONG necessitam de interação presencial que se torna impossível devido à Covid-19, como “as trilhas ecológicas, que além de reunirem grupos de pessoas, ainda poderiam levar o vírus para as comunidades visitadas”, explica.

Sem essas ações, o Verdeluz enfrenta dificuldades para arcar com custos administrativos e impostos, o que fez com que a continuidade do instituto Verdeluz e consequentemente de suas atividades sejam ameaçados. No entanto, o diretor de captação acrescenta que a pandemia não afetou apenas financeiramente o Instituto. Segundo ele, a saúde física e mental do voluntariado é uma das motivações da campanha. “Num geral todos tivermos dificuldades durante a pandemia, familiares, amigos se infectando e tal, exigiu muito das pessoas e o Verdeluz é construído por pessoas e essas pessoas tem limites”, afirma Carlos.

“Essa campanha é pra dar um respiro para a instituição continuar fazendo esse trabalho e conseguir resistir”, afirma Liana Queiroz, bióloga e presidente do Instituto Verdeluz, que tem prestado um serviço importante para conservação ambiental de Fortaleza. Com sua forte atuação na proteção das tartarugas marinhas em risco de extinção, o Verdeluz é uma das únicas instituições que fazem o monitoramento de forma regular em Fortaleza, na Praia da Sabiaguaba, de forma voluntária e sem nenhuma remuneração, mas como explica Liana, “é um trabalho desgastante”.

Legenda: Animais, como as tartarugas, são monitorados pelo Instituto Verdeluz
Foto: Divulgação

Embora, aos poucos, a ONG esteja retomando atividades como os monitoramentos de locais de desova de tartarugas nas praias e ações de educação ambiental em escolas particulares, ainda existem dificuldades estruturais, financeiras e sanitárias para que o Instituto retome atividades que faziam pré-pandemia, como limpezas de praia, trilhas ecológicas e educação ambiental em escolas públicas.

É possível doar com o valor mínimo de R$ 25 por meio da vakinha online (http://vaka.me/1463984) ou mesmo qualquer valor por transferência ou depósito pela conta bancária:

Agência: 3296-4
Conta Corrente: 39360-6
Banco do Brasil
CNPJ: 24.874.888/0001-50

Trajetória do Verdeluz

A iniciativa que surgiu em 2013, como projeto de extensão da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), tinha como princípio levar o conhecimento universitário para fora da sala de aula. Desde então, já são mais de 4700 pessoas que foram impactadas diretamente e 5 mil indiretamente pelo Verdeluz.

Atualmente, a ONG possui quatro projetos ativos, sendo eles:

- Grupo de Estudos e Articulações sobre Resíduos Urbanos (GRU), que atua para reduzir a geração excessiva de resíduos por meio da educação ambiental, com atividades que envolvem a limpeza de praias;

- Grupo de Proteção das Tartarugas Marinhas (GTAR), todas as sete tartarugas marinhas se encontram em risco de extinção, tendo cinco delas registradas em Fortalezas, o grupo atualmente faz mais de 120 monitoramentos semanais nas praias da Sabiaguaba e do Futuro;

- Programa de Informação e Participação Ambiental (PIPA), neste programa são feitas as trilhas ecológicas e cursos como ForDunas.

- Ativismo, é o projeto responsável pela representação institucional do Verdeluz em conselhos, movimentos sociais, políticas públicas e conferências das Nações Unidas.

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Redação 26 de Novembro de 2020