Jovem ganha reforma de casa após perder a mãe na Chacina das Cazajeiras

Larissa Albuquerque, que cuida de seis irmãos e três filhos, foi atendida por um projeto social de Fortaleza

Legenda: A espera pela casa está próxima do fim após seis meses de reforma.
Foto: Almir Gadelha

A reforma da casa representou muito mais do que desejo para Larissa Albuquerque, mas reconstrução de vida, após perder sua mãe na Chacina das Cajazeiras, em janeiro de 2018, e que passou a viver de aluguel com o seis irmãos e três filhos. Sabendo disso, o projeto social “Amar - um Estilo de Vida” iniciou, em abril deste ano, a requalificação do novo lar que será entregue à família, no dia 26 de outubro.

Toda a movimentação começou após uma professora das crianças contar a situação para as voluntárias da organização. Quem também decidiu participar da causa foi Franciele Lopes, 30, presente na criação do projeto social. “Quando a mãe dela foi assassinada, a assistente social viu que não tinha condições de continuarem morando lá e, para ela ficar com os irmãos, ia ter de ir para uma casa com, pelo menos, um banheiro”, lembra.

Desde então, a família vive de aluguel e possui dificuldades financeiras que, agora, devem ser aliviadas com a entrega da casa. No momento, Larissa e as voluntárias buscam doações para mobiliar a residência, que ainda não dispõe de cama e armários, por exemplo. Assim, a dona de casa aguarda a entrega das chaves com ansiedade.

Agradeço a todos por me ajudarem nesse sonho. Eu não consigo mais dormir e comer direito porque fico ansiosa pensando... Já sonhei dentro da casa

Para a reforma, as responsáveis pelo projeto fizeram uma vaquinha online, alcançando R$ 8 mil e materiais de construção doados por voluntários. “Era um espaço bem reduzido, a gente tinha 39 m² de terreno para colocar cerca de 11 pessoas. Foi um desafio grande projetual, mas que a gente conseguiu concluir de uma forma muito gratificante”, conta a arquiteta Fernanda Consuelo, 34, do escritório Kazullo.

Os últimos ajustes estão sendo realizados para a entrega da casa no mesmo dia em que será feita uma ação social no Barroso, com a oferta de serviços para a população. “Unimos forças, através de doações, a gente conseguiu, em seis meses, fazer a construção de algo que parecia ser impossível”, conclui Franciele Lopes.

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Redação 30 de Novembro de 2020