Imunossuprimidos devem atualizar cadastro para dose de reforço contra Covid-19; veja passo a passo

Caixa de confirmação foi acrescentada ao conteúdo para autodeclaração no sistema, e pessoas com imunossupressão devem indicar a condição clínica

Idosa sendo vacinada contra a Covid-19 em Fortaleza, no Ceará
Legenda: Além dos imunossuprimidos, idosos a partir de 60 anos também devem tomá-la. Neste grupo, a aplicação de mais uma dose deve ocorrer seis meses após a última do esquema vacinal comum
Foto: José Leomar

Pessoas com imunossupressão devem atualizar o cadastro no site Saúde Digital, indicando a condição clínica que se encontram, para receberem a dose de reforço contra a Covid-19. A orientação é dada pelo Governo do Ceará e pela Prefeitura de Fortaleza.

A Secretaria da Saúde (Sesa) atualizou o sistema de cadastro para a administração da dose de reforço, e uma caixa de confirmação foi acrescentada ao conteúdo para autodeclaração de pessoas com imunossupressão.

De acordo com a pasta, a confirmação deste tópico vai melhorar a operacionalização das cidades na vacinação deste grupo, que inclui:

  • Pessoas com imunodeficiência primária grave;
  • Em quimioterapia;
  • Pacientes em hemodiálise;
  • Pessoas vivendo com HIV e aids; entre outros.

A dose de reforço ao esquema de vacinação para pessoas com alto grau de imunossupressão deve ser administrada em pelo menos 28 dias depois da última dose do esquema básico – com uma (Janssen) ou duas doses (demais imunizantes), segundo a Sesa.

Além dos imunossuprimidos, idosos a partir de 60 anos também devem tomá-la. Neste grupo, a aplicação de mais uma dose deve ocorrer seis meses após a última do esquema vacinal comum.

Redução de faixa etária

O Ministério da Saúde reduziu de 70 anos para 60 anos a idade mínima para aplicação de dose de reforço em idosos. O documento também inclui profissionais de saúde no grupo que deve receber mais uma dose.

A vacinação deverá ocorrer seis meses após a última dose do esquema vacinal primário (segunda dose ou dose única), independentemente do imunizante aplicado anteriormente.

Resposta de anticorpos

Estudos apontam que algumas pessoas com alto grau de imunossupressão não têm resposta de anticorpos mesmo com a aplicação da vacina, o que justifica a vacinação com a dose de reforço contra a Covid-19.

O mesmo ocorre em relação aos idosos, grupo populacional que possui maiores taxas de incidência e letalidade.

Passo a passo para atualização do cadastro

1- Acesse o site Saúde Digital
2- Selecione a opção “Já tenho cadastro”, digite o login e informe a senha;
3- Em “Auto-declaração de imunossupressor”, selecione a opção “Declaro apresentar alto grau de imunossupressão”, selecione a condição e clique em “Salvar”;
4- Anexe a documentação que comprova a condição clínica.

Documentação comprobatória

No ato da aplicação, será necessário que elas apresentem documentação comprobatória, conforme descrição abaixo.

I - Imunodeficiência primária grave: atestado/Relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem essa doença. Não poderá ser apenas o Cid.
II - Quimioterapia para câncer: atestado/Relatório médico descritivo com dados clínicos, exames e tratamento que comprovem essa condição. Não poderá ser apenas o Cid (validade 1 ano).
III - Transplantados de órgão sólido ou de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) uso de drogas imunossupressoras: relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem essa condição (não poderá ser apenas o Cid) ou relatório de alta (transplante ou relatório médico descritivo com tipo de transplante).
IV - Pessoas vivendo com HIV/AIDS: relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem essa doença (não poderá ser apenas o Cid) ou exame que comprove (teste rápido ou outro) ou cadastro Siscel ou Siclom.
V - Uso de corticoides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias: relatório médico descritivo com dados clínicos e exames que comprovem a condição de uso de corticoide nessas condições: acima de 20 mg/dia e tempo maior que 14 dias (no momento da vacina) ou receita médica (que indique tratamento vigente – no momento da vacina).
VI - Uso de drogas modificadoras da resposta imune: relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem a doença (não poderá ser apenas o Cid) e receita médica que contenha alguma das medicações a seguir. Leflunomida; Micofenolato de mofela; Azaprina; Ciclofosfamida 6-mercaptopurina; Ciclosporina; Tacrolimus; Metotrexato ; Biológicos em geral (infliximabe, etanercept, humira, adalimumabe, tocilizumabe, Canakinumabe, golimumabe, certolizumabe, abatacepte, Secukinumabe, ustekinumabe); Inibidores da JAK (Tofacinibe, baracinibe e upadacinibe).
VII - Pacientes em hemodiálise: relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem essa condição (não poderá ser apenas o cid) ou comprovante de diálise (cartão ou outro documento que comprove a hemodiálise).
VIII - Pacientes com doenças autoinflamatórias e doenças intestinais inflamatórias: relatório médico descritivo com dados clínicos e de exames que comprovem essa doença. Não poderá ser apenas o Cid.

Doenças Inflamatórias Crônicas imunomediadas:

  • Artrite Reumatóide;
  • Anemia hemolítica autoimune;
  • Crioglogulinemia mista essencial;
  • Cirrose biliar primária;
  • Doença de Crohn;
  • Doença de Kawasaki;
  • Dermatomiosite;
  • Esclerose Múltipla;
  • Esclerodermia sistêmica;
  • Espondilite anquilosante;
  • Granulomatose de Wegener;
  • Hepatite Auto-imune;
  • Lúpus Eritematoso Sistemico;
  • Miastenia gravis;
  • Mielite transversa;
  • Polimialgia reumática;
  • Poliarterite nodosa;
  • Polimiosite;
  • Psoríase (Artrite psoriática);
  • Púrpura de Henoch-Scholein;
  • Retocolite ulcerativa;
  • Sarcoidose; S
  • índrome Sjogren;
  • Vasculites.
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