HGF impede entrada de novos pacientes por 48 horas

Medida foi tomada devido à superlotação do setor, ocasionada pelo fluxo de pacientes nos últimos dias

Escrito por Redação,

Metro

Na tarde desta segunda-feira, o diretor Hospital Geral de Fortaleza, Zózimo Luís de Medeiros Silva, expediu um ofício ao secretário da Saúde do Estado, Carlile Lavor, informando a impossibilidade de receber novos pacientes na emergência por um período de 48 horas

O ofício aponta como motivos para interrupção da entrada de novos pacientes a condição de superlotação da Unidade de Emergência do HGF, que conta, hoje, com 56 pacientes internados. O diretor  coloca ainda a carência de pontos de oxigênio, macas hospitalares, equipes para atendimento de novos pacientes e ausência de retaguarda de leitos internos e externos. Há ainda, como fatores que contribuem para a decisão, a suspensão dos serviços de neurocirurgia e radiologia intervencionista na região norte do Ceará e a insuficiência de leitos de retaguarda para pacientes clínicos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

Superlotação

A assessoria de comunicação do HGF confirma as informações contidas no ofício. A superlotação, de acordo com o hospital, seria em decorrência do fluxo de pacientes acima do nomal que aconteceu nos últimos dias, principalmente vindos do interior do Ceará. 

O hospital, contudo, ainda recebe pacientes que precisam de atendimento médico. O que define se o tratamento será realizado no hospital é a triagem feita pela equipe especializada, tão logo o paciente chega ao hospital. Se o quadro for estável, o enfermo é redirecionada para casa. Caso o quadro seja grave e puder ser revertido no momento, o paciente recebe os cuidados no próprio hospital. 

As equipes médicas foram reforçadas com o objetivo de agilizar o atendimento aos que já estão internados e, quando possível, encaminhá-los para outras unidades, como o Hospital Geral Waldemar de Alcântara e a Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza. A expectativa é que, passados os próximos dois dias, os atuais pacientes possam receber alta ou serem transferidos, abrindo espaço para novos atendimentos. 

Ranniery Melo
Repórter