Fumacê particular pode ser contratado na Capital
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Redação
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A ação é procurada, principalmente, por comunidades, associações e condomínios
O combate à dengue, passa, em primeiro lugar, pelo extermínio do mosquito transmissor da doença. Em todo o País, além das ações de prevenção, o Ministério da Saúde faz esse trabalho por meio dos carros fumacê, que pode, em algumas nebulizações, acabar com o ciclo de vida do Aedes aegypti. Mas o número elevado de casos de dengue no Ceará mostra que a medida pode ser insuficiente para conter sua proliferação. Por esse motivo, a borrifação de inseticidas contra o mosquito tem sido oferecida em Fortaleza por meio de serviços particulares.
A ação costuma ser procurada por comunidades, associações de moradores de bairros e condomínios a fim de proteger a área residencial FOTO: HELOSA ARAÚJO
Prova dessa insuficiência é que, na última semana, mais três óbitos pela doença foram confirmados no Ceará, conforme dados do último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), divulgado ontem. Ao todo, 31 pessoas no Estado morreram em 2013 vitimadas pela doença. Além disso, 1.152 novos casos foram confirmados na última semana. Dos 44.037 casos de dengue notificados em 2013, 17.819 foram confirmados.
De acordo com a Associação de Empresas de Controle de Pragas do Ceará (Aceprag), é possível contratar carros de fumacê para fazer a nebulização de forma pontual. Givaldo Ferreira, consultor da organização, explica que a ação costuma ser procurada por comunidades, associações de moradores de bairros e condomínios interessados em proteger a área de residência. Segundo ele, o serviço pode ser feito em qualquer local, por meio dos equipamentos nos veículos ou costais, usados manualmente por técnicos. Os valores são de R$ 1.000 a R$ 1.500.
Secretaria
Embora defenda a liberdade da população sobre contratar o serviço, Manoel Fonsêca, coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, afirma não haver necessidade para a utilização de carros fumacê além dos disponibilizados pelo órgão e pelos municípios. No Estado, fora 60 bombas costais reservas, existem 25 veículos, os quais, quando acionados, fazem cerca de cinco ciclos de nebulização em um município. Em Fortaleza, segundo ele, ainda não foi preciso adotar a medida neste ano.
Fonseca destaca que, no momento, a Capital não apresenta riscos de epidemia e, portanto, não há justificativa técnica para fazer o trabalho de borrifação em toda a cidade. "Não existem razões para jogar inseticidas na cidade inteira, quando o trabalho dos agentes de epidemia juntamente aos agentes de limpeza poderia resolver", afirma.
O coordenador diz que o Ministério da Saúde só recomenda uma ação mais ampla de combate ao mosquito com inseticidas se a incidência da doença estiver acima de 300 casos por 100 mil habitantes. Em Fortaleza, de acordo com boletim da Sesa, a incidência é de 238 por 100 mil.
VANESSA MADEIRA/RENATO BEZERRA
REPÓRTERES
O combate à dengue, passa, em primeiro lugar, pelo extermínio do mosquito transmissor da doença. Em todo o País, além das ações de prevenção, o Ministério da Saúde faz esse trabalho por meio dos carros fumacê, que pode, em algumas nebulizações, acabar com o ciclo de vida do Aedes aegypti. Mas o número elevado de casos de dengue no Ceará mostra que a medida pode ser insuficiente para conter sua proliferação. Por esse motivo, a borrifação de inseticidas contra o mosquito tem sido oferecida em Fortaleza por meio de serviços particulares.
A ação costuma ser procurada por comunidades, associações de moradores de bairros e condomínios a fim de proteger a área residencial FOTO: HELOSA ARAÚJOProva dessa insuficiência é que, na última semana, mais três óbitos pela doença foram confirmados no Ceará, conforme dados do último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), divulgado ontem. Ao todo, 31 pessoas no Estado morreram em 2013 vitimadas pela doença. Além disso, 1.152 novos casos foram confirmados na última semana. Dos 44.037 casos de dengue notificados em 2013, 17.819 foram confirmados.
De acordo com a Associação de Empresas de Controle de Pragas do Ceará (Aceprag), é possível contratar carros de fumacê para fazer a nebulização de forma pontual. Givaldo Ferreira, consultor da organização, explica que a ação costuma ser procurada por comunidades, associações de moradores de bairros e condomínios interessados em proteger a área de residência. Segundo ele, o serviço pode ser feito em qualquer local, por meio dos equipamentos nos veículos ou costais, usados manualmente por técnicos. Os valores são de R$ 1.000 a R$ 1.500.
Secretaria
Embora defenda a liberdade da população sobre contratar o serviço, Manoel Fonsêca, coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, afirma não haver necessidade para a utilização de carros fumacê além dos disponibilizados pelo órgão e pelos municípios. No Estado, fora 60 bombas costais reservas, existem 25 veículos, os quais, quando acionados, fazem cerca de cinco ciclos de nebulização em um município. Em Fortaleza, segundo ele, ainda não foi preciso adotar a medida neste ano.
Fonseca destaca que, no momento, a Capital não apresenta riscos de epidemia e, portanto, não há justificativa técnica para fazer o trabalho de borrifação em toda a cidade. "Não existem razões para jogar inseticidas na cidade inteira, quando o trabalho dos agentes de epidemia juntamente aos agentes de limpeza poderia resolver", afirma.
O coordenador diz que o Ministério da Saúde só recomenda uma ação mais ampla de combate ao mosquito com inseticidas se a incidência da doença estiver acima de 300 casos por 100 mil habitantes. Em Fortaleza, de acordo com boletim da Sesa, a incidência é de 238 por 100 mil.
VANESSA MADEIRA/RENATO BEZERRA
REPÓRTERES