Fortaleza é a quarta em densidade demográfica

A Capital cearense possui a 12ª maior taxa do Brasil, entre as cidades com mais de 200 mil habitantes

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Vanessa Madeira - Repórter producaodiario@svm.com.br

Em Fortaleza, cada km² de área urbana é ocupado por mais de 8 mil pessoas. A proporção coloca a Capital, de acordo com estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgado nesta semana, entre as cidades com as mais altas densidades demográficas do País. Na lista dos grandes municípios, com populações superiores a 200 habitantes, a cidade possui a 12ª maior taxa do Brasil e a 4ª do Nordeste.

O levantamento do órgão, intitulado "Identificação, mapeamento e quantificação das áreas urbanas do Brasil", traz um novo panorama da ocupação do solo nos municípios brasileiros. A partir de imagens de satélite de alta resolução, pesquisadores puderam calcular áreas urbanas e rurais com maior índice de precisão, fornecendo um cenário atualizado da densidade demográfica nas cidades.

No ranking por unidades da federação, o Ceará também ocupa a 12ª posição. No Estado, a taxa de densidade demográfica urbana foi de 3.207 habitantes por km². Dos 148,888 km² que compõem a área total do território cearense, 1.979 (apenas 1,33%) constituem área urbana.

Verticalização

Na análise do geógrafo José Borzacchiello da Silva, professor emérito da Universidade Federal do Ceará (UFC), no que diz respeito à Capital, embora esteja em posição intermediária no ranking nacional, a taxa de densidade demográfica urbana é reflexo de um rápido processo de uso e ocupação do território e do crescimento acelerado do processo de verticalização, responsável direto pelo adensamento das cidades em todo o País.

Se, de um lado, o fenômeno pode resultar em prejuízos para a cidade (a exemplo da redução de área para a infiltração de água das chuvas), de outro, conforme avalia o especialista, o adensamento urbano também pode ter aspectos positivos.

"Sob o ponto de vista da urbanização, o aumento das densidades é positivo, pois permite maior eficiência no uso dos equipamentos e serviços públicos e, ao mesmo tempo, reduz os custos de implantação de infra-estrutura", destaca o professor.

Borzacchiello ressalta, ainda, benefícios do fenômeno para a gestão urbana. "O adensamento pode reduzir as distâncias, permitir a caminhabilidade, facilitar o policiamento e o controle, reduzir os custos de manutenção da cidade, além de aproximar as pessoas", diz.