Enem 2018: saiba como funciona o esquema de segurança antifraudes

Detectores de metal, coleta de dados biométricos, e um aparelho de recepção avançado compõem as medidas de prevenção do Inep

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) dedica inúmeros esforços em busca de evitar fraudes que prejudiquem os candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Detectores de metal, coleta de dados biométricos, e até um aparelho de recepção avançado de detecção de campo próximo.

Esse equipamento, inaugurado na edição passada, tem a função de encontrar a emissão de sinais em radiofrequência de WiFi, Bluetooth, celulares e transmissões ilegais. Em 2018, o Inep utiliza um modelo semelhante ao do ano passado, e a quantidade de aparelhos usados durante os dias de exame será cinco vezes maior, em comparação com 2017.

“A operacionalização será, novamente, da Polícia Federal, por meio de seu Serviço de Inteligência”, completa o Inep.

Para a edição deste ano, estão mantidas outras medidas de segurança como os detectores de metal em todos os banheiros e corredores de local de prova; a prova personalizada com código de barras, nome e número de inscrição do participante; coleta de dado biométrico. Essas estratégias têm como objetivo garantir a isonomia dos candidatos, e assim, evitar transtornos futuros. 

Além das medidas de aplicação individual, o Inep utiliza lacres eletrônicos nos malotes de provas; distribuição dos pacotes com escolta da Polícia Militar e com rastreamento por meio de GPS, para garantir que os malotes não sejam violados.

Esse ano, os Cadernos de Questões permanecem com cores distintas, e a segurança também é reforçada com a presença da Rede Nacional de Certificadores (RNC) do Enem em 98% dos cerca de 11 mil locais de aplicação de prova.

“Não há registros de participantes eliminados em 2017 por uso de equipamentos com transmissão eletrônica de informações”, informou o Instituto.

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