Dengue, chikungunya e zika: veja as semelhanças e diferenças entre cada doença

O número de registros das arboviroses diminuiu no Ceará em relação ao ano de 2020. Mesmo assim, é necessário estar em alerta para o surgimento de sintomas

Legenda: Água parada é foco para proliferação do Aedes aegypti
Foto: Thiago Gaspar

O número de casos confirmados das arboviroses dengue, chikungunya e zika caiu no Ceará, em relação me mesmo período de 2020, conforme o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), publicado no dia 19 de abril. Segundo o documento, além do declínio de casos, menos municípios registraram moradores acometidos pelas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Conforme o relatório, foram contabilizados no Ceará, em 2021, 1.432 casos de dengue, 67 de Chikungunya e 36 de Zika.  

A dengue prevalece entre as três, ocorrendo predominantemente nas faixas etárias de 20 a 49 anos e no sexo feminino. Até o momento, houve registro de um caso grave da doença no Ceará, no município de Viçosa do Ceará, que resultou na morte do paciente. As outras duas arboviroses não causaram mortes, conforme os boletins epidemiológicos lançados até agora. 

As três arboviroses têm sintomas muito parecidos e podem ser confundidas. É preciso que o paciente esteja atento a sinais que caracterizam cada uma delas. O primeiro sintoma manifestado pela dengue é a febre alta, entre 39° e 40°C. Tem início repentino e, geralmente, dura de dois a sete dias, acompanhada de dores de cabeça, no corpo e articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos e coceira no corpo. 

A chikungunya também aparece com um súbito de febre, que pode ser alta, porém, menor que no caso de dengue. Uma das características principais da Chikungunya é a dor forte e inchaço nas articulações. Os sintomas costumam durar de três a 10 dias. Já a zika tem como principal sintoma o exantema (erupção na pele) com coceira, febre baixa, dor nas articulações, nos músculos e de cabeça. Normalmente os sintomas desaparecem após três a sete dias.

A diarista Leydiane dos Santos, moradora do bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza, teve dengue nos últimos dias. “Fui até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) achando que era Covid. Estava com uma dor forte no corpo e febre. Chegando lá, recebi o diagnóstico de dengue. O médico solicitou a realização de exames de sangue para comprovar e, realmente, o resultado foi positivo. Em 2017, tive também Chikungunya e fiquei incapacitada de trabalhar por alguns dias, por conta das dores dos punhos, cotovelos e joelhos”, relatou.

Confira abaixo infográfico com as particularidades de cada doença.

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