Animais de estimação podem sofrer ansiedade e depressão durante a quarentena, alerta veterinária

Agressividade repentina, falta de apetite, isolamento e hiperatividade são algumas mudanças de comportamento que os animais de estimação podem apresentar durante esse período de quarentena

Foto: Foto: Leonardo Gonçalves/Divulgação

A mudança de rotina durante o período de pandemia da Covid-19 não afeta apenas os humanos. Os animais de estimação também tem sentido muito esse momento e apresentam sintomas de ansiedade e depressão, como agressividade repentina, falta de apetite, isolamento e hiperatividade.

“Assim como os humanos, os animais também têm ansiedade e alguns podem até sentir depressão. Alguns ficam prostrados, apenas dormindo e outros muito inquietos. Depende do temperamento de cada animal”, esclarece Maria Fátima Texeira, veterinária e docente da Universidade Estadual do Ceará (Uece).  

Isolamento 

Durante o distanciamento social, necessário para conter a disseminação da Covid-19, os animais também tiveram que passar por adaptações, que vão desde saídas regulares até o convívio com o tutor, que passa mais tempo em casa.  

“Em geral os animais não são acostumados com ficar apenas em casa. E os que estão, geralmente, ficam muito tempo sozinhos, e nesse momento, vão ficar muito mais tempo com o seu tutor. Então eles passam a exigir mais, exigem [também] mais atenção. Essa questão de ficar mais em casa, acarreta [muitas vezes] mudança até na alimentação, então, tudo isso tem que ser observado”, explica a veterinária. 

Para que os animais de estimação não sejam tão afetados negativamente por essa mudança de rotina é necessário que os tutores continuem estimulando em atividades que gastem energia. De acordo com a médica veterinária, Maria Fátima, isso pode ser feito criando circuitos dentro de casa e disponibilizando materiais para que possam brincar. “No caso de apresentarem essas mudanças, o tutor vai ter que realmente dar mais atenção, ver uma quantidade de brinquedos para estimular esse animal. Ver a questão da alimentação, colocar em locais diferentes, [fazer coisas] para que eles possam se divertirem”, pontua

Saída do isolamento

Com a abertura gradual da economia e a fase de transição, para saída do isolamento social mais rígido, declarada pelo governador Camilo Santana, já se pode vislumbrar uma possível volta à antiga rotina e essa nova ruptura pode acabar afetando o animal de estimação também. “Na hora que terminar, eles vão sentir uma falta e uma mudança grande, de novo”, ressalta. Segundo a veterinária, é importante um adestrador ou um cuidador, que fique mais presente na vida do animal. 

Ela também alerta para a importância de passeios ao ar livre, quando for permitido, para essa volta de rotina gradual, também para o pet. “Você também tem que ficar atento, que seu animalzinho vai sentir muito e que ele precisa ser ajudado e treinado novamente, para [mais uma] nova realidade”, conclui.

 

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