Análise: Tricolor desperdiça pontos preciosos contra o Atlético/GO

Resultado de 0 a 0, porém, não é positivo para o Leão, que foi superior, teve gol anulado (corretamente) e pênalti não marcado. Criticado pela torcida, David fez boa atuação, que serve de alento para atleta em crise de confiança

Escrito por
André Almeida producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 22:34)
Legenda: David teve mais uma oportunidade na cara do gol, mas não marcou
Foto: Thiago Gadelha

O Fortaleza chegou ao quinto jogo seguido sem derrota na Série A do Campeonato Brasileiro. De quebra, completou um mês sem perder nenhuma partida - a última derrota foi em 5 de setembro, para o Flamengo. Entretanto, o empate em 0 a 0 com o Atlético-GO, na noite de ontem, não foi um bom resultado, sobretudo pelo que ocorreu no gramado da Arena Castelão.

Jogando em casa, sempre haverá a necessidade de vitória contra um concorrente direto. Principalmente quando se é protagonista, controla o jogo e tem as melhores chances para marcar.

A partida foi truncada e equilibrada, sem a facilidade que alguns poderiam imaginar, mas se teve um time que mais se aproximou da vitória, foi o Leão do Pici.

O Tricolor chegou até a balançar as redes no segundo tempo, com Tinga, mas o gol foi corretamente anulado após o VAR identificar toque no braço de Carlinhos.

A arbitragem de vídeo, porém, errou na sequência, ao não sinalizar falta dentro da área do volante Edson em Romarinho, que seria pênalti para o Tricolor. O lance acabou sendo capital para manter a igualdade no marcador.

Legenda: No Brasileirão 2020, o jogo entre as duas equipes que foi realizado no Castelão terminou empatado
Foto: Thiago Gadelha/SVM

Agitado

Lances de arbitragem à parte, o jogo foi movimentado. Se tecnicamente não teve grande quantidade de lances emocionantes, taticamente foi um duelo interessante entre Rogério Ceni e Vágner Mancini.

Duas equipes organizadas, bem treinadas e que impuseram dificuldades aos adversários. Muito por conta disso o primeiro tempo teve pouquíssimas chances de maior perigo, para qualquer dos lados.

Na volta do intervalo, o Fortaleza se impôs e foi superior. Aumentou a posse de bola (de 54% na etapa inicial para 64% na segunda metade do jogo) e finalizou bem mais (10 chutes contra somente dois do Dragão). No jogo inteiro, foram 15 finalizações do Tricolor.

Faltou, porém, ajustar a pontaria. Nas melhores chances, Romarinho acertou a trave direita de Jean e David, quando saiu cara a cara com o goleiro, até chutou certo, mas viu o camisa 1 rubro-negro desviar com as pontas dos dedos para escanteio.

David, aliás, fez a melhor partida pelo Fortaleza. Se movimentou, cumpriu papel tático (algo que geralmente faz), criou situações e tomou as decisões certas.

A questão é claramente psicológica. A confiança abalada atrapalha demais o camisa 17, mas a sensação é de que o gol está amadurecendo e, quando sair o primeiro, poderá desencantar. O torcedor espera que ocorra rápido para que desperdícios não se repitam.

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