A Copa da Sustentabilidade: a promessa de ser o Mundial mais sustentável é viável?
Em 2026, evento será realizado em três países: Canadá, Estados Unidos e México
A Copa do Mundo da Fifa terá três sedes pela primeira vez na história. O Mundial de 2026 será realizado no Canadá, nos Estados Unidos e no México. O evento também terá, pela primeira vez, a participação de 48 seleções. O evento, que inicia no dia 12 de junho, terá a atenção do planeta. Além dos craques em campo e da grande movimentação de dinheiro, o evento deve ser a mais poluente da história com grande índice de produção de carbono.
Um relatório da Scientists for Global Responsibility (SGR) estima que serão liberadas nove milhões de toneladas de gases de efeito estufa durante o Mundial. A última, realizada no Catar, liberou 5,25 milhões de toneladas dos gases CO2e.
Com mais sedes e 40 jogos que as edições anteriores, o transporte aéreo será a principal fonte poluidora, com 7,72 toneladas de dióxido de carbono liberados. O fato de o evento ser realizado em três países, força o maior deslocamento. Além do maior número de jogos.
Outro ponto a se destacar é a questão das condições climáticas para quem vai competir e acompanhar os jogos nos estádios. Uma avaliação do Fundo de Defesa Ambiental dos Estados Unidos aponta que seis dos 16 estádios que vão receber as partidas do Mundial vão oferecer estresse térmico.
Se o Mundial de 2026 alcançar, de fato, o número de gás emitido previsto pela SGR, será a edição da Copa com 92% acima da média. Isto supera as últimas quatro edições da competição da Fifa. Assim, o evento vai na contramão do combate à crise climática. Confira a página especial do Diário do Nordeste para a Copa do Mundo. Clique aqui.
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