Operação resgata 167 galos em chácara de Pacatuba que sediava campeonato nacional de rinha

Denominada de 'Galo Carijó', a ação ainda apreendeu R$ 44 mil em espécie, 27 dólares e 10 euros

Estádio de rinha de galo é fechado em operação no CE
Legenda: O local possuía estrutura especial para receber o evento de disputa entre os animais
Foto: divulgação/Polícia Militar

Cerca de 167 galos, quase R$ 44 mil em espécie, 27 dólares e 10 euros foram apreendidos após o fechamento de uma arena de rinha ilegal de galos na última quinta-feira (22) em uma chácara de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. A operação foi realizada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE).

O proprietário do local, um advogado de 60 anos com antecedentes criminais, foi preso em flagrante com base no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. A legislação sanciona de forma penal e administrativa quem se envolve em atos de abuso e maus-tratos contra animais, além de infringir medida sanitária preventiva e contravenção penal por exploração de jogos de azar. 

Após pagamento de fiança, o homem foi liberado sob a condição de cumprir obrigações impostas pela Justiça. Além dele, outras sete pessoas foram conduzidos à Delegacia Metropolitana de Maracanaú (DMM), ouvidas e liberadas.

A medida de busca e apreensão, que também resultou na extração de dados de aparelhos telefônicos e documentos, foi autorizada pela 1ª Vara da Comarca de Pacatuba.

Até o momento, as suspeitas são de que o proprietário da chácara, ainda sem identidade divulgada, teria promovido um  campeonato nacional de briga de galo. Mais de 800 pessoas de diversas cidades do país estavam no local. No evento, inclusive, foram encontrados 20 policiais, prontos para fazerem apostas.

Animais resgatados

Dos 167 galos encontrados em situação de maus-tratos, 90 animais foram resgatados pelo Batalhão de Policiamento de Meio Ambiente (BPMA), da Polícia Militar do Ceará (PMCE). Os outros 77 galos ficaram sob responsabilidade de depositários fiéis dos animais.

Legenda: A operação identificou a presença de gaiolas e espaços para as rinhas entre os animais
Foto: divulgação/Polícia Militar
 

A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Inteligência (COIN-SSPDS), do Batalhão de Policiamento de Meio Ambiente (BPMA), do Departamento de Polícia Judiciária Metropolitana (DPJM), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE-PCCE) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Ceará (Choque-PMCE).

Fases do torneio

Até então, as investigações apontam que a disputa tinha uma das fases previstas para realização nos dias 22 e 23 de julho, além de datas marcadas para a próxima semana, na sexta (30) e no sábado (31).

Uma estrutura especial para a briga dos galos, espaço para rinha e uma arquibancada para visualização do evento foram identificadas na chácara em questão. Enquanto isso, os animais resgatados estavam todos presos em gaiolas.

Participação de policiais

A 'Operação Galo Carijó', que contou com a realização do Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc), investiga, além dos policiais, a participação de pessoas com alto poder aquisitivo

Além disso, segundo informações preliminares, policias também estariam envolvidos com a segurança ilegal do evento. 

Apuração

De acordo com a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciária (CGD), o órgão determinou a imediata apuração na seara disciplinar ao tomar conhecimento do fato do suposto envolvimento de policiais na participação da organização de briga de galo.

Também segundo a instituição, a CGD entrou em contato com os órgãos competentes para obter mais informações acerca das investigações.

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