Novo equipamento da Pefoce ajuda a identificar bebidas falsificadas

De acordo com peritos, o Espectrómetro Raman analisa por meio de raio laser e também é capaz de identificar componentes de outra substâncias químicas, como combustíveis, drogas e explosivos

Legenda: O aparelho vem sendo utilizado no Ceará desde novembro de 2019
Foto: FOTO: DIVULGAÇÃO/PEFOCE

Falta de ar, convulsões, cegueira, dependência química e até morte. Tudo isso pode ser consequência do consumo de bebidas falsificadas ou adulteradas. Visando identificar de forma mais rápida se houve fraude nos produtos, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) adquiriu um novo equipamento para uso da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

Segundo a Pefoce, o equipamento portátil Espectrómetro Raman analisa por meio de raio laser e é capaz de identificar componentes de substâncias químicas, como, bebidas alcoólicas, combustíveis, drogas e explosivos. O perito criminal da Pefoce, Túlio Oliveira, afirma que sem o aparelho não era possível identificar preliminarmente qual o teor majoritário e quais as três substâncias mais importantes dentro do material apreendido pela Polícia.

O perito destaca que "se a população tiver alguma suspeita, como ausência de selos, falta do controle de qualidade, deve procurar imediatamente o distrito policial para que os policiais apreendam esta bebida e encaminhem até a Pefoce para constatar se houve ou não o processo de adulteração ou falsificação das bebidas".

O também perito criminal Francisco Morais destaca que o Espectrómetro Raman identifica o material sem que os profissionais precisem o levar até o laboratório: "isso gera ganho de tempo e poupa recursos do Estado".

Investigação

Em novembro de 2019, a Polícia Militar do Ceará (PMCE) prendeu dois homens suspeitos de manter um laboratório clandestino de bebidas alcoólicas na residência deles, no bairro Cidade dos Funcionários, em Fortaleza. Em julho do ano passado, foi a vez de um casal ser detido, em Barbalha, devido à fabricação clandestina de bebidas adulteradas.

De acordo com o Código Penal, fraude, falsificação e adulteração de alimentos e bebidas destinados a consumo humano são crimes previstos em lei que podem ter pena de reclusão de até 15 anos e multa. 

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