Dono de pizzaria acusa pastor de não pagar pedido e sumir com troco, em Caucaia; religioso nega

O pastor evangélico teria recebido R$ 130 sem pagar o valor do pedido, que era R$ 70 com troco para uma nota de R$ 200

Escrito por Matheus Facundo, matheus.facundo@svm.com.br

Segurança
fachada da pizzaria pipoca, em caucaia
Legenda: A Pizzaria Pipoca foi surpreendida ao realizar a entrega na casa do pastor, em Cumbuco
Foto: Arquivo pessoal

O pedido de duas pizzas e um refrigerante de dois litros na Praia do Cumbuco, em Caucaia, Grande Fortaleza, virou Boletim de Ocorrência (B.O). O dono da pizzaria, Isnard Silva dos Santos, denuncia que o cliente Murilo Tavares, um pastor da região, não teria pago os R$ 70 de seu pedido na última terça-feira (24). O fato é negado pelo religioso.

Ao Diário do Nordeste, o proprietário do estabelecimento, que foi realizar a entrega do pedido, relata que o pastor pediu inicialmente troco para R$ 100, mas mudou de ideia e solicitou troco para R$ 200. Quando Isnard chegou à casa do cliente, foram entregues as pizzas, a bebida e o troco de R$ 130 — mas o pagamento não foi efetuado. 

Ele entrou e falou que ia me dar o dinheiro em seguida, dizendo que um funcionário vinha entregar, mas nós ficamos lá na frente e ninguém apareceu. Chamamos a Polícia e assim que eles chegaram o caseiro apareceu, mas o pastor já não estava mais lá dentro
Isnard Silva
Dono de pizzaria

Isnard foi ao 31º Distrito Policial (DP) registrar um Boletim de Ocorrência (B.O) nesta quinta-feira (26). Ele conta que tentou resolver o pagamento com o cliente por meio do WhatsApp, mas indica que foi bloqueado no aplicativo. 

denúncia de estelionato praticado por pastor contra pizzaria
Legenda: O pastor nega que deixou de efetuar o pagamento, mas conversas divulgadas pelo dono da pizzaria revelam que ele negociava um possível pagamento para junho
Foto: Reprodução

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informa que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) investiga o caso. A pasta confirma o B.O e pontua que a unidade policial registrou o procedimento e já realiza diligências para elucidar os fatos.

Ao ser desbloqueado do WhatsApp na quarta-feira (25), Isnard conta que foi abordado pelo pastor com a proposta de pagar o valor devido no dia 14 de junho, o que foi negado pelo dono da Pizzaria Pipoca. 

Pastor nega acusações

Procurado pela reportagem, o pastor Murilo Tavares nega ter sumido com o dinheiro e diz que efetuou o pagamento com uma nota de R$ 100, recebendo R$ 30 de troco. O religioso comentou que está sendo vítima de difamação e calúnia. 

"Tive de excluir minhas plataformas digitais, fui até ameaçado de morte. Já fui à delegacia, prestei minha versão e inclusive o advogado da igreja já entrou com uma ação por danos morais e difamação", comenta. 

publicação de pastor acusado de estelionato no instagram stories
Legenda: O pastor nega todas as acusações e diz ser alvo de calúnia
Foto: Reprodução

O Diário do Nordeste também pediu informações sobre a versão do pastor à SSPDS, mas, até o momento da publicação desta matéria, o B.O não havia sido encontrado. 

No Instagram, que está sem foto de perfil e também com as publicações zeradas, o pastor Murilo Tavares mandou um recado para quem estava o criticando: "Estou sendo que nem clara de ovo, quanto mais me batem, mais eu cresço, e através dessas críticas estou ficando mais famoso ainda".

Em conversas divulgadas pela pizzaria nas redes sociais, o pastor Tavares aparece dizendo que vai pagar o valor somente no dia 14 de junho, o que confirmaria a versão do dono do estabelecimento. No entanto, o religioso disse em entrevista que só concordou em pagar para não "evitar um grande problema" e não ter sua imagem vinculada a um caso de polícia. 

Ele nega ter pedido troco para R$ 200. "O entregador me deu os R$ 30, recebi a comida e dei os R$ 100 a ele. Quando foi de madrugada, recebi mensagens do dono me ameaçando, falando que se eu não fizesse um pix de R$ 200 ele ia difamar a minha imagem", defende-se. 

VCrepórter 

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