Exposição, em Juazeiro do Norte, traz relatos de pessoas com HIV

A mostra faz parte das atividades do Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Através de fotos, pessoas com o vírus promovem reflexão sobre preconceito

Juazeiro do Norte
Legenda: Pessoas que convivem com HIV/AIDS usam fotos para contar suas histórias e combater o preconceito
Foto: Ronildo Oliveira

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids, 1º de dezembro, foi marcado pela abertura de uma exposição na praça da Prefeitura de Juazeiro do Norte. Batizada de “Vidas Positivas”, a ação traz fotos e relatos de pessoas que convivem com o vírus HIV, na terra do Padre Cícero, com objetivo de difundir informações e conscientização sobre prevenção, atenção e tratamento, além de combater o preconceito.

A exposição faz parte da campanha “Não Abra Mão da Prevenção! Aids não tem cura”, promovida pela Associação Caririense de Luta contra Aids e Associação Beneficente Madre Maria Villac (Abemavi), que procura, este ano, sensibilizar, principalmente, os jovens sobre a importância de usar preservativo nas relações sexuais. “Precisamos reforçar o cuidado a prevenção, mesmo vivenciando ainda a pandemia da covid-19, já que a Aids não tem cura e, se não tratada, pode levar a morte”, reforçou o diretor da Abemavi, Ronildo Oliveira.

Ronildo reforça que a campanha já soma uma série de atividades realizadas pela associação nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Lavras da Mangabeira, enfatizando o cuidado, o tratamento e o combate de estigmas e preconceitos. “Ainda muitas pessoas tem que se esconder. Por isso, trouxemos este breve relato de pessoas que vivem com HIV/Aids, falando de preconceito, de quanto tempo convivem com vírus e o combate a preconceito e discriminação”, explica.

Tratamento

Vivendo com HIV há 10 anos, a radialista Silene Santos é uma das personagens da exposição. Para ela, é uma forma de conscientizar para a prevenção e incentivar a fazer o teste. “Infelizmente, as pessoas ainda têm medo de fazer o teste e saber o resultado. Por onde ando, em palestras, rodas de conversa, enfatizo que o quanto antes descobrir, melhor vai ser o tratamento”, reforça.

A radialista reforça a importância de a doença ser descoberta o mais breve possível. “Não temos mais uma ‘sentença de morte’ como há 30 anos. Hoje, se encara o HIV como uma doença crônica, como a diabetes, que pode controlar. Fazendo o tratamento, vive muitos anos”, completa.

Como comunicadora, Silene decidiu mostrar a cara, ser ativista, uma porta voz de um grupo de pessoas que ainda não conseguem se expor. “O preconceito ainda é muito grande. Eu resolvi unir o útil ao agradável: levar às pessoas informação de que é possível viver com HIV e a questão de prevenir. Infelizmente a sociedade é muito preconceituosa, mas isso a gente ainda vai vencer, um dia. O objetivo é este: mostrar que somos pessoas normais, não temos nada diferente, além deste detalhe de se cuidar um pouco mais”, reforça.

Atividades

As duas associações, em parceria com a Associação Caririense Pela Diversidade e Inclusão, a Pastoral da Aids e o sistema Fercomércio, lançaram também a campanha “Prevenção tá na mão”, na unidade do Sesc de Juazeiro do Norte, que fará ações itinerantes que incluem testes rápidos, abordagem orientada e distribuição de insumos de prevenção. Às 18h, a estátua do Padre Cícero, no Horto, será iluminada de vermelho, em alusão ao mês de luta contra a Aids.

 

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