Estudiosos do RPG participam de encontro em Juazeiro

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Interpretar personagens, inseridos num contexto educacional. Com esta finalidade, um grupo de estudiosos do RPG 'Role-Playing Game', participou de encontro interestadual com a finalidade de demonstrar o aspecto cultural do jogo, hoje mais utilizado como ferramenta educacional em escolas do sul e sudeste. No Cariri, surge o interesse dos educadores pela inclusão da nova modalidade como forma de estimular os estudantes, proporcionado mais integração do aluno na sala de aula. Especialistas da Paraíba, Ceará e São Paulo realizaram oficinas e apresentaram modelos de educação bem-sucedidos, no último final de semana. O I Encontro RPG, Educação e Cultura do Cariri contou com 160 participantes e foi realizado no Sesc, em Juazeiro do Norte. A sua prática do  é disseminada em várias partes do mundo.

A proposta inicial do evento, segundo o professor de história, Jefferson Antunes, é trazer ao conhecimento dos educadores o RPG e seu emprego na sala de aula. Há alguns anos o docente vem desenvolvendo estudos para a aplicação do jogo da interpretação de personagens na disciplina. O encontro, primeiramente, foi feira uma amostra de anime, desenhos japoneses. A idéia do encontro é começar divulgar e reunir os jogadores e pessoas que trabalham ou têm interesse em conhecer a metodologia de ensino. Para isso, participou do encontro, por meio de vídeo conferência, a professora paulista Maria do Carmo Zenin. Ela vem aplicando a metodologia em escolas de São Paulo.

Antunes esteve coordenando o evento. Ele disse que o Cariri sai na frente para debater a inclusão dessa modalidade de ensino, no Estado. Em Fortaleza já existe alguma coisa nesse sentido, mas a proposta pode avançar, conforme o professor, proporcionando um salto na educação. ?É uma forma simples, estimulantes para o alunos, e de custo reduzido?, diz.

Ele explica que em uma sessão de RPG, os 'jogadores' recebem ou criam personagens e decidem o rumo da história. Para isso, deve ter na bagagem conhecimento sobra o assunto. Uma pessoa, normalmente chamada de mestre do jogo ou narrador, conta a história e decide quais as ações e reações das personagens. Os jogadores entram em ação, a partir do rumo dado pelo narrador. A escravidão no Brasil pode ser um dos temas escolhidos. Para isso, é preciso conhecer os costumes da época, as vestimentas, modo de falar, e outras particularidades, dependendo do assunto abordado.

Para Antunes, a finalidade principal desse primeiro encontro foi traçar um perfil dos jogadores da região. A maioria é adolescentes, jovens e universitários. ?O trabalho de RPG no País se dá de várias formas, desde trabalhos pedagógicos ao mapeamento cultural, passando pela literatura. Existe um grande poder oculto nessa ferramenta de ensino?, salienta o educador. Ele cita elementos importantes de desenvolvimento como a socialização, cooperação, criatividade, interatividade e interdisciplinaridade.

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