Cearense retida na Indonésia devido a pandemia do novo coronavírus tenta retornar ao Brasil

Larissa Freire é uma dos 121 brasileiros retidos no país asiático

Legenda: Larissa e outros 120 brasileiros estão retidos na Indonésia
Foto: Foto: Arquivo pessoal

A viagem de férias da estudante Larissa Freire, 25, para Bali, na Indonésia, que estava programada apenas para dez dias já se estende por um mês.

Devido as medidas do governo indonésio que visam a conteção do avanço do novo coronavírus, a jovem diz não saber quando deve conseguir voltar para o Brasil. Larissa estuda e mora na Austrália, no entanto, decidiu voltar para sua terra natal e só retornar para Austrália quando a pandemia do novo coronavírus for contida.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), a cearense é uma dos 121 brasileiros não residentes que estão retidos no país.

No começo de março, ela e uma amiga viajaram para o país asiático para passar as férias. O plano era voltar no dia 21 do último mês. "No dia 18, resolvemos que iríamos tentar adiantar nosso voo devido a situação do coronavírus. Quando chegamos no aeroporto, a companhia cancelou nosso voo. Imediatamente, compramos outra passagem. Só que no dia 19, o governo da Austrália fez um comunicado que fecharia as fronteiras naquele mesmo dia", relata.

Dificuldade financeira

Mesmo impedidas de voar, Larissa e amiga só receberam uma parte do reembolso da passagem. "Não temos condições de comprar outra. E as passagens de Bali para o Brasil estão um absurdo e sendo canceladas constantemente", complementa a jovem que diz ter encontrado outros brasileiros na mesma situação.

Todos os 121 fazem parte de um grupo no Whatsapp criado com a embaixada brasileira.Enquanto a situação segue indefinida, as duas jovens alugaram um apartamento com os outros oito compatriotas."Cada um tem seu quarto para não termos muito contato por conta do vírus", explica. "As despesas saíram do orçamento. Não temos mais condições de ficar por tempo indeterminado", afirmou.

Quarentena

Durante a estadia inesperada em Bali, a estudante conta que tem se comunicado com a família através de redes sociais. "Está tranquilo porque eu estou com uma amiga, então, não pesa tanto. Mas é difícil ficar longe da família, principalmente, em um país precário", detalha.

Conforme Larissa, ainda não está tudo fechado em Bali, embora essa seja a previsão. "Em breve deve fechar muitas coisas, pois a cidade já está em estado de emergência. Todas as praias estão fechadas, a gente tenta sair só para comprar comida mesmo", acrescenta.

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O Itamaraty informou, em nota, que está buscando a melhor forma de repatriar os brasileiros que estão na Indonésia. "A prioridade continua a ser dada para que os brasileiros possam ser acomodados nos voos comerciais ainda em operação. Casos específicos de fechamento de espaço aéreo são analisados individualmente para viabilização de outras soluções que permitam lograr o objetivo da repatriação", pontuou o Itamaraty.

Ainda segundo a nota, "a Indonésia instituiu severas restrições de movimentação interna e o Itamaraty está buscando a melhor forma de conseguir repatriar esses nacionais. Caso ainda não o tenham feito, os brasileiros devem manter contato com a Embaixada do Brasil em Jacarta".

Por fim, Larissa acrescentou que "a embaixada estava em negociações com companhias aéreas. A Latam não aceitou levar os brasileiros presos em Bali, pois deu preferência para os brasileiros que estão presos na África do Sul. Aqui somos em média 120 brasileiros presos e na África do Sul são 500 brasileiros. Essas são as últimas informações que a embaixada do Brasil na Indonésia passou para todos".

 

 

 


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